Meu Curso Bíblico


MÓDULO VI – ANTIGO TESTAMENTO – O PENTATEUCO

·   A origem do Pentateuco Até o século XVIII dC admitia-se que Moisés (no século XIII aC) tivesse escrito os cinco livros da Lei.

 Em favor desta tese,  podem  ser  citados  textos do Antigo Testamento:

 

- Ex 17,14 - O Senhor disse a Moisés: “Escreve isto para lembrar, e dize a Josué que eu apagarei a memória de Amalec de debaixo dos céus”.  ; 

- Ex - 24,4 - E Moisés escreveu todas as palavras do Senhor. No dia seguinte, de manhã, edificou um altar ao pé da montanha e levantou doze estelas para as doze tribos de Israel. ;

- Nm 33,2 - Moisés, por ordem do Senhor, tomou nota de suas marchas por etapas. São as seguintes essas marchas em etapas: ;

 

- Dt 31,9.22.24  -  (9)  Moisés escreveu essa lei e deu-a aos sacerdotes filhos de Levi, quê levavam a arca da aliança do Senhor, bem como a todos os anciães de Israel. ,

(22)  Nesse mesmo dia, Moisés redigiu o cântico e o ensinou aos israelitas.

(24) Quando Moisés acabou de escrever todo o texto dessa lei,

e do Novo Testamento: 

- Jo 5,45-47 - Não julgueis que vos hei de acusar diante do Pai; há quem vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. 46 Pois se crêsseis em Moisés, certamente creríeis em mim, porque ele escreveu a meu respeito. 47 Mas, se não acreditais nos seus escritos, como acreditareis nas minhas palavras? ; 

- Mt 8,4 - Jesus então lhe disse: Vê que não o digas a ninguém. Vai, porém, mostrar-te ao sacerdote e oferece o dom prescrito por Moisés em testemunho de tua cura.

- Mt 19,8 - Jesus respondeu-lhes: É por causa da dureza de vosso coração que Moisés havia tolerado o repúdio das mulheres; mas no começo não foi assim.;

 

- Mc 7,10  Pois Moisés disse: Honra teu pai e tua mãe; e: Todo aquele que amaldiçoar pai ou mãe seja morto. ;

- Mc 12,26 Mas quanto à ressurreição dos mortos, não lestes no livro de Moisés como Deus lhe falou da sarça, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 15h03
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MÓDULO VI – ANTIGO TESTAMENTO – O PENTATEUCO

Introdução

                Para efeito de estudo os 46 livros do Antigo Testamento poderão ser divididos em:

·         Pentateuco =  Gênesis – Êxodo – Levítico – Números e Deuteronômio.

·         Históricos =  Josué – Juízes – Rute – I e II Samuel – I e II Reis – I e II Crônicas – Esdras – Neemias – Tobias – Judite – Ester – I e II Macabeus. 

·         Sapienciais =  Jó – Salmos – Provérbios – Eclesiastes – Cântico dos Cânticos – Sabedoria e Eclesiástico.

·         Profetas =  Isaías – Jeremias – Lamentações – Baruc – Ezequiel – Daniel – Oséias – Joel – Amós – Abdias – Jonas – Miquéias – Naum – Habacuc – Sofonias – Ageu – Zacarias e Malaquias.

 

O PENTATEUCO - (“penta”  =  cinco e  teucos” = rolo)

Constituem a Lei de Moisés ou Torá. Os nomes das cinco partes do Pentateuco são gregos e devem-se aos judeus que fizeram a tradução Alexandrina (dos LXX):

-          Gênesis: quer dizer “origem” – porque este livro começa falando das origens do mundo e do homem;

-          Êxodo: significa “saída” – porque trata da saída dos judeus prisioneiros no Egito;

-          Levítico: é o livro dos “levitas” ou “sacerdotes” – apresenta as leis para o culto;

-          Números: começa pela história de um  “recenseamento” feito por Moisés e conta a epopéia

da travessia do deserto;

 

-          Deuteronômio: livro que contém a “repetição da Lei” (déuteron = segundo  e  nomos = Lei).



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 09h05
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MÓDULO V – CONTEXTO GEOGRÁFICO - continuação

 

4 – Canaã, Israel ou Palestina: muitos nomes para a mesma terra

 

Na época imediatamente anterior à instalação dos israelitas, Canaã era parte do império egípcio. O Egito havia afrouxado o controle sobre a região, contentando-se em receber os tributos pagos pelos reis das cidades-estado espalhadas por todo o território.

É importante perceber que a “Terra Prometida” era um território ocupado e que seria conquistado pelo Povo de Israel, com o auxílio de Deus.

No decorrer da história, tanto o Brasil quanto Israel receberam nomes diferentes.

O primeiro nome do Brasil foi “Ilha de Vera Cruz”, depois “Terra de Santa Cruz”; e, finalmente, Brasil.

Por sua vez, a terra de Israel recebeu outros nomes ao longo de sua história:

- “Terra Prometida”   

- “Canaã”   

- “Terra de Israel” (na ocupação pelas 12 tribos)  - “Reino de Israel”, ao Norte,  e “Reino de Judá”, ao Sul, (na época dos Reis)  -

- “Palestina” (nome dado pelos romanos – por  causa dos Filisteus)  - 

- “Estado de Israel”  (a partir de 1947).



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 08h00
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4 – O Crescente Fértil: os rios mantêm a vida do povo

            Por causa de sua posição geográfica, a “Terra Prometida” (ou Canaã, ou Israel) faz parte de uma região chamada “Crescente Fértil” ou “Meia-lua Fértil”,  junto com o Egito e a Mesopotâmia (meso = entre e potamos = rio). Israel era um corredor de passagem muito disputado entre os grandes impérios do Egito e da Mesopotâmia (região situada entre os rios Tigre e Eufrates).    A Mesopotâmia (situada no continente asiático) habitada desde 3500 a.C., foi originariamente ocupada pelos sumérios, os quais foram dominados pelos acádicos, por volta do ano 1850 a.C.

 A cidade de Ur, pátria de Abraão (mapa acima), era a mais importante, por ser um grande centro administrativo, religioso, político e econômico. Devido à sucessão de dominadores (sumérios – acádicos – amorreus – assírios, etc...) a região alcançou grande desenvolvimento e mantinha grande interesse em conquistar o extremo sul do Crescente, onde se desenvolvia o império egípcio. Boa parte da prosperidade da região deve-se a existência dos rios Tigre e Eufrates (mapa acima).

            O Egito situa-se no continente africano. É anterior ao império mesopotâmico. Já era habitado por volta de 5550 a.C. e tornou-se um dos impérios mais famosos e o primeiro a dominar a região de Canaã. O império egípcio foi marcado por significativos progressos na escrita (hieróglifos) e na construção das grandes pirâmides. A invasão de alguns povos, como os hicsos,  permitiu o surgimento de novas técnicas de armamento (espada em forma de foice – carro de guerra). O Egito tem a sua agricultura apoiada no grande rio Nilo, que após as grandes enchentes transformam as margens em terreno fértil.

            A localização de Canaã faz com que o seu território torne-se uma disputada passagem tanto para o comércio como para o exército em tempos de guerra. Devido a sua localização, transforma-se em alvo de sucessivas invasões por parte dos impérios

assírio – babilônico – persa – grego e romano, conforme veremos no decorrer do estudo.



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 00h18
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MÓDULO V – CONTEXTO GEOGRÁFICO

 

1 – Introdução:

            Depois de ter conhecido o que é a Bíblia,  sua divisão, onde foi escrita, em que material, seus autores, cânon bíblico, elementos da linguagem bíblica e outros assuntos importantes para o melhor aproveitamento do estudo bíblico, vamos agora ver de perto as terras onde Deus se revelou ao povo. Vamos situar dentro do contexto geográfico o ambiente onde a história da Bíblia foi vivida e depois escrita. Veremos onde elas estão situadas no mapa-múndi, suas principais características e algumas particularidades que influenciaram na formação do povo, da cultura e da história.

 

2 – A cosmovisão do povo da Bíblia

 

Os textos bíblicos descrevem a Terra conforme aquilo que o povo de Israel, à semelhança dos povos vizinhos e de seus contemporâneos, imaginava e conseguia observar, de acordo, com as condições de sua época. Assim, em sua visão, a Terra era como um disco plano na forma de um círculo. Ela se encontrava no centro do Universo criado por Deus, rodeado pelas “águas inferiores”  (oceanos – rios e fontes) e “águas superiores” (nuvens – chuva – orvalho – neve – etc).

Tanto o Firmamento quanto a Terra são sustentadas por sólidas colunas.

No Firmamento estão “pendurados” o Sol, a Lua e as estrelas. Debaixo da Terra encontra-se a morada dos mortos, o ínfero, conhecido na Bíblia como Xeol.

 

O Universo é formado por quatro elementos essenciais: terra – fogo – ar e água; e por três níveis: Firmamento – Terra e Xeol. A soma dos elementos e dos níveis forma o número 7 (sete), que na Bíblia indica plenitude, perfeição, totalidade.

 

3 – Planeta Terra: o berço da vida

                Observando o mapa-múndi podemos constatar que a Terra é formada por grandes oceanos (Pacífico – Atlântico – Índico) e porções de solo denominadas continentes (Europa – América – África – Ásia e Oceania).

As terras da Bíblia não se encontram isoladas do resto do mundo. Elas estão situadas geograficamente num continente (Asiático – numa região denominada Oriente Médio) entre outros países, tais como Egito – Síria – Líbano – Iraque – Arábia Saudita e etc.

A terra de Israel compreendia, no final do período dos juízes, o território que hoje forma o Estado de Israel, parte da Síria e da Jordânia.

No sentido horizontal, a linha do equador divide a Terra em dois hemisférios (acima da linha = norte e abaixo da linha = sul). No sentido vertical, considera-se Oriente os países situados à direita (Leste) da Europa e como Ocidente o conjunto de países situados à esquerda (Oeste).

Por exemplo, no mapa-múndi encontramos o Brasil situado, em sua maior parte, no hemisfério sul (apenas uma pequena região (parte do Amapá, do Pará, de Roraima e do Amazonas) encontra-se no hemisfério norte. E também constatamos que o Brasil faz parte do bloco ocidental de países (está localizado à esquerda da Europa – à Oeste).

 



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 23h22
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MÓDULO IV – PARTICULARIDADES DA CULTURA BÍBLICA - continuação

2 – Para compreender o conteúdo da mensagem bíblica, precisamos conhecer a estrutura social do Povo de Deus, que é “patriarcal” (pater = pai / arches = governo). A poligamia é lícita(permitida), embora esteja somente ao alcance dos que têm meios econômicos suficientes. Na casa de família vivem a esposa principal e as secundárias, os filhos e filhas de todas, juntamente com os criados e criadas, escravos e escravas. A família é chamada de “casa do pai”. O pai a governa como senhor absoluto.

Os filhos homens são seus herdeiros. As filhas aumentam o patrimônio, graças ao preço que os pretendentes pagam ao pai ao comprá-las. O  pai é o único que tem o direito de dispor, dar ordens, castigar, pronunciar as orações, principalmente a bênção da mesa, oferecer sacrifícios. A mulher era considerada em tudo inferior ao homem. O marido era dono da mulher, e ela não pode dispor nem dos ganhos do seu trabalho, nem do que recebe. Como mãe, a mulher é respeitada e reverenciada, pois os filhos são presente e bênção de Deus. A mulher é bendita por seus filhos, sobretudo se são homens.

            A discriminação da mulher existia até mesmo no culto religioso. A religião judaica era uma religião de homens. No Templo e na sinagoga homens e mulheres ficavam rigorosamente separados. As mulheres em lugares inferiores, secundários. O culto na sinagoga era celebrado apenas caso houvesse ao menos 10 (dez) homens. As mulheres não contavam, por mais numerosas que fossem. A discriminação chegava a um ponto de que na língua hebraica, as palavras “piedoso” (hasid) – “justo” (çadiq) e “santo” (qadosh) NÃO  possuem a forma feminina.   

3 – A estrutura comunitária era formada a partir da “casa do pai”, a unidade primária residencial e econômica, incluindo um total de mais ou menos 45 ou 50 pessoas entre esposas, filhos, filhas solteiras e parentes por afinidade. A reunião de mais ou menos 50 “casas do pai” dava origem uma organização chamada de “associação protetora”, que era coordenada pelos chefes dessas casas. As “associações protetoras” tratavam do auxílio econômico mútuo, recrutamento militar, celebrações cultuais, execução de leis e dos acordos matrimoniais. As “associações protetoras” organizavam-se em “tribos”, onde os anciãos realizavam as assembléias para decidir a favor da guerra ou da paz, serviam como tribunal, organizavam a distribuição de excedentes aos mais carentes.

 

4 – Também é importante saber que Deus não criou o seu povo num laboratório, isento de imperfeições, imune às fraquezas humanas, como uma raça incapaz de cometer erros. Deus escolheu um povo, tirando-o do meio de outros povos e, respeitando, os usos e costumes da época, foi progressivamente formando, instruindo e lapidando este povo para se tornar no “Povo eleito” que tem por modelo de vida o Amor, experimentado de maneira plena ao doar o seu Filho para nos salvar. É preciso enxergar em certos textos, as etapas desta preparação, que na verdade demonstram a misericórdia e a paciência de Deus na formação de seu povo. Permitindo que, dentro de cada período da história, o povo escolhido possa agir segundo os usos e costumes do contexto.

 

            5 – Os povos pagãos, cultuavam vários deuses (politeísmo). Para cada necessidade “criava-se” um novo deus e esculpiam ou modelavam imagens desses deuses (animais ou outras criaturas). Deus ao escolher o seu povo, inverte esta realidade: “Eu serei o vosso Deus, vós sereis o meu povo”

(Ex 6,7 -Tomar-vos-ei para meu povo e serei o vosso Deus, e sabereis que eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos terei libertado do jugo dos egípcios.  ;

Lv 26,11 - Porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma não vos rejeitará.;

Ez 36,28 - Habitareis a terra de que fiz presente a vossos pais; sereis meu povo, e serei vosso Deus. ).

É o próprio Deus que estabelece o relacionamento do seu povo com Ele, dando as prescrições litúrgicas (Ex 25 – 31)

-  Desse capítulo 25 ao 31 Deus fala à Moisés sobre as ofertas de bom coração que Ele aceitará dos israelitas. O Senhor diz para fazerem um santuário (TABERNÀCULO) conforme o modelo que Ele mostrará e onde Ele habitará no meio deles. Manda construir a Arca da Aliança onde deverá ser feito na tampa, dois querubins um em cada extremidade da tampa, virados um de frente para o outro. Do meio dos querubins Deus se comunicará com Moisés e dará todas as suas ordens aos israelitas.

Deus manda também fazer a mesa dos pães onde os mesmos serão colocados permanentemente diante Dele.  Depois da mesa deverá ser feito um candelabro, o tabernáculo, o altar dos holocaustos, o átrio, as vestes sacerdotais,  ensinou como deverá ser a consagração dos sacerdotes, como será o holocausto perpétuo, o altar dos perfumes, o pagamento dos impostos para o culto, a bacia de bronze, o óleo da unção e o perfume sagrado,quem serão os operários do tabernáculo e por fim sobre guardar o sábado(que no Novo Testamento é alterado conforme o ensinamento de Jesus) e tendo o Senhor acabado de falar, Moisés recebe as tábuas da lei escritas com o dedo de Deus.

Em (Lv 1 – 8)  Deus  comunica a Moisés sobre  os holocaustos (o povo começa a ser  lapidado para deixar os costumes pagãos da época), as oblações, os sacrifícios pacíficossacrifícios pelo pecado,sacrifícios de reparação, as ordenações relativas aos sacrifícios e a semana de consagração dos sacerdotes.

Nesse estabelecimento do relacionamento com seu povo Deus também institui os sacerdotes (Lv 8 – 10)

- Deus comunica sobre a semana da consagração dos sacerdotes (Aarão e seus filhos), sobre os primeiros sacrifícios dos sacerdotes, vem então o pecado dos filhos de Aarão (Nadab e Abiú), e por fim as prescrições diversas onde o Senhor diz a Aarão e Moisés.



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 21h47
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MÓDULO IV – PARTICULARIDADES DA CULTURA BÍBLICA - continuação

No tempo da monarquia, após a morte de Salomão, o Reino de Israel foi dividido em Reino do Norte (Israel) e Reino de Sul (Judá = nome do quarto filho de Jacó).

Lembramos que “Judeu” só se torna nome de povo a partir do profeta Jeremias, para se distinguir dos estrangeiros e, sobretudo, dos israelitas do antigo Reino do Norte (que foi dominado pelos assírios no ano 722 a.C.).  O Reino de Judá, apesar de dominado pelos Babilônicos em 598 a.C. conseguiu restabelecer-se após o período do exílio na Babilônia e a prática religiosa do seu povo passou a ser denominado de “Judaísmo”.

Portanto, fica definido que “semitas” – “hebreus” – “israelitas” e “judeus”, são nomes de um mesmo povo, cada um deles utilizado numa época da história da formação do Povo de Deus.



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 23h43
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MÓDULO IV – PARTICULARIDADES DA CULTURA BÍBLICA

 1 – É necessário entender que as palavras  “semitas” – “judeus”  – “hebreus” – “israelitas”, todas elas fazem referência a um mesmo povo. Verificando na Bíblia, vemos que Noé gerou Sem ,Cam e Jafet (Gn 10,1).

Portanto de Sem temos a geração dos “Semitas”. Em Gênesis, capítulo 11, versículos de 10 até 32, temos a descendência de Sem que gerou Arfaxad, que gerou Salé, que gerou Heber (do qual deriva o termo “Hebreu”), o qual gerou Faleg, que gerou Réu, que gerou Sarug, que gerou Nacor, que gerou Tare.

 

Da descendência de Tare temos os filhos Abrão, Nacor e Arão.

Abrão é chamado por Deus para tornar-se o pai do seu povo. Casado com Sarai (que era estéril), Abrão teve um filho chamado Ismael (da sua relação com a escrava Agar – conforme o costume do povo da época). A partir da aliança com Deus, Abrão tem o seu nome mudado para Abraão e a promessa divina se cumpre com o nascimento de Isaac. Do casamento de Isaac com Rebeca nasceram Esaú e Jacó. Do seu duplo casamento com as filhas de Labão (que era irmão de sua mãe), Jacó tem 12 (doze) filhos que vão dar origem as doze tribos de Jacó. No capítulo 32, versículos de 24 a 30, do livro do Gênesis, após a luta com o anjo, Jacó tem o seu nome mudado para Israel, daí a origem do termo “Israelita”.

 

OBS: Essas imagens são tiradas da internet e  alguns nomes estão escritos de forma diferente mas a sequência é a mesma.



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 00h04
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MÓDULO III – PARTICULARIDADES DA LINGUAGEM BÍBLICA - continuação...

6-   O hebraico não tinha comparativo e superlativo; por isto o versículo “Muitos são chamados, mas poucos os escolhidos” (Mt 22,14) deve ser traduzido por: “maior é o número dos que são chamados (à fé), menor é o número dos que chegam à vida definitiva”, (podendo a diferença entre maior e menor, no caso muito pequena). O superlativo era expresso: Cântico dos cânticos (= o mais belo dos Cânticos) – Santo dos Santos (= o mais santo). 

 

7 – Assim como nós utilizamos diversos gêneros literários para expressar cada assunto, tais como: quando se trata de lei, usamos uma linguagem jurídica; numa poesia, usamos metáforas. Uma carta comercial é diferente de uma carta familiar. Uma crônica é diferente de uma carta. Uma fábula é diferente de um relato histórico, e assim por diante. Também na Bíblia temos diferentes gêneros de linguagem. Nela encontramos histórias – estórias – poesias – romances – parábolas – alegorias – provérbios – orações – cantos – apocalipses – etc...  

 

8 – Nos textos originais, tanto do AT como do NT, não havia divisão em capítulos e versículos. As palavras foram escritas unidas umas às outras, sem nenhuma separação ou parágrafo. A divisão atual em capítulos e versículos é obra posterior. Em 1214, o cardeal Estevão Langton, dividiu o texto bíblico em capítulos. No século XVI, o dominicano Santes Pagnino Lucca dividiu o AT em versículos e o tipógrafo francês fez a divisão do NT.

 

 

9 – Para os judeus o nome não era apenas uma palavra externa com a qual chamamos alguém. O nome possuía um conteúdo interior que designava a missão da pessoa, daí a dificuldade de se chamar Deus por um nome, pois estariam limitando a missão de Deus a uma única tarefa. Não se encontra na Bíblia um “nome próprio” para Deus, encontramos, contudo, certas expressões que designam a Pessoa divina. Eis algumas:

 

 

·         ELOHIM – plural de “El”, significa “os deuses”, usado com sentido de “o Senhor”;

 

·         ADONAI quer dizer: meu Senhor; ou meu Deus; ou meu Mestre. (é a forma plural de “Adôni”);

 

·         ELYON – significa a parte mais alta de um lugar, é usada para dizer: “o Deus Altíssimo” de Abraão;

·         EL SADDAIsignifica   “o Todo Poderoso”, “o Senhor”;

 

·         JAVÉ –  nome que Deus dá a si mesmo, quando Moisés lhe perguntou. Mas não é propriamente um nome, Javé (Yaheweh) quer dizer: “Eu sou aquele que sou” (Ex 3,14)

 

·         “JEOVÁ” é uma tradução errada de “Yaheweh” (Javé). As palavras eram escritas somente com as consoantes, sem as vogais, então ficou assim YHWH; posteriormente colocaram nessas quatro consoantes as vogais da palavra “Adonai”, e nessa transcrição, o “a” (de maneira equivocada) passou a ser “e”, de onde surgiu “Yehowah” (Jeová) em lugar de Yaheweh (Javé).

 

 

 



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 02h33
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MÓDULO III – PARTICULARIDADES DA LINGUAGEM BÍBLICA

1 – Nosso jeito de falar, é muito diferente da linguagem usada por povos de dois ou três milênios atrás em uma realidade e cultura muito distintas da nossa. Se o povo de Israel da época de Salomão lesse algum romance da nossa época, certamente teria dificuldades para entender os costumes, culturas e a linguagem utilizada. A mesma coisa acontece com a linguagem bíblica. Ela era entendida pelo povo daquela época. Para nós, porém, ela é mais difícil. Convém lembrar que não só a linguagem, mas também o conteúdo, muitas vezes, nos parece estranho. Essa dificuldade é real, porque os conteúdos bíblicos refletem outra realidade, outra visão de mundo, outra cultura, outro contexto, outro lugar. Tudo isso muito distante de nós (no tempo e no espaço).

 

2 – A linguagem bíblica se vale de muitos símbolos, imagens e comparações. Os números, na Bíblia, na maioria das vezes são simbólicos. Nem sempre podem ser lidos com o seu valor quantitativo, mas qualitativo:

- 7 (totalidade – perfeição); 12 (totalidade dos povos); 40 (tempo necessário para uma transformação); etc...

 

São muitas as imagens e comparações, como por exemplo: Deus é comparado com um oleiro (Gn 2,7 - Então Javé Deus modelou o homem com a argila do solo, soprou-lhe nas narinas um sopro de vida , e o  homem tornou-se um ser vivente.);

 

Jesus compara o Reino de Deus com uma semente, o trigo,  o grão de mostarda

 

a redeJesus e os pescadoresa pérola, etc...

 

 

3 – Já vimos que a Bíblia foi escrita em três idiomas: o hebraico – o aramaico e o grego. O hebraico e o aramaico pertencem ao grupo das línguas semíticas(As línguas semíticas são uma família da macrofamilia de línguas afroasiáticas. Desenvolveram-se sobretudo por Oriente Próximo e o norte e este da África). Em hebraico foram escritos quase todos os livros do AT.

O aramaicojesus é o idioma original de fragmentos do AT, entre eles: Daniel – Esdras – Jeremias. Também houve um Evangelho de Mateus escrito em aramaico, o qual se perdeu completamente. Em grego foram escritos, no AT, o livro da Sabedoria e o 2° Macabeus. Já o NT foi todo ele escrito em grego.

 

4 – O hebraico era escrito somente com consoantes, sem vogais, até o século VII d.C. Isto quer dizer que o leitor devia mentalmente colocar as vogais entre as consoantes. Visto que podia enganar-se, compreende-se que no texto hebraico  antigo haja  oscilações, como  as haveria em  português se  quiséssemos  completar com  vogais o grupo “l  m” (poderíamos ter as seguintes palavras: lama – leme – lume – lima – alma – etc).

Em hebraico, por exemplo, o grupo “q r n” pode ser lido como qaran = brilhar  e qeren = chifre; por isto Moisés, que tinha o rosto a brilhar (qaran), é representado na arte ocidental com dois chifres (qeren). Entre os séculos VII e X d.C. a escola de rabinos (mestres) judeus instituiu a vocalização (colocação das vogais nas palavras) do texto hebraico da Bíblia. Essa escola é chamada “dos massoretas(massorá = tradição).

 

5 – O hebraico era pobre em vocabulário, de maneira que, por exemplo, a mesma palavra “ah” podia significar irmão, primo ou parente próximo. Exemplo: em Gênesis 11, 27-28 vemos a genealogia de TARÉ que gerou ABRÃO – NACOR e ARÃO, este gerou LOT (se Abrão e Arão são irmãos, logo Lot  é sobrinho de Abrão). No mesmo livro do Gênesis 13,8 podemos ler: (Abrão disse a Lot :“Rogo-te que não haja discórdias entre mim e ti, nem entre nossos pastores, pois somos IRMÃOS).

 

 



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 15h00
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CONTINUAÇÃO A HISTÓRIA DO CÂNON.

- Em 2002, a Editora Paulus publicou a versão completa da Bíblia do Peregrino, depois de ter lançado apenas o texto do NT. É resultado de um trabalho de 25 anos do Pe Luís Alonso Schokel. Ao lado da Bíblia de Jerusalém, apresenta-se como importante instrumento para a exegese bíblica.

-   No século XVI (REFORMA PROTESTANTE), Martinho Lutero (1483-1546), querendo contestar a Igreja, resolveu adotar o cânon dos judeus da Palestina, deixando de lado os  livros deuterocanônicos que a Igreja recebera dos judeus da Alexandria.

(É importante destacar que quando Martinho Lutero traduziu a Bíblia para o alemão, ele usou a versão Alexandrina que incluía os livros deuterocanônicos – o que mostra que eles eram usuais entre os cristãos – Não foi o Concílio de Trento que os incluiu no cânon.)

 

 

-  É esta a razão pela qual a Bíblia protestante não tem os 7 livros e fragmentos que a Católica  inclui.

-    A tradução de Lutero foi adotada oficialmente pelas igrejas luteranas da Alemanha e houve depois traduções em diversas outras línguas européias.

 

O que gostaria de ressaltar é que este Blog não tem a intenção de ficar fazendo comparações sobre religiões e sim reconhecer que naquela época havia pessoas dentro da própria igreja católica que cometeram erros(como em qualquer outra instituição), mas, que a importância do ensinamento de Jesus não pode e não deve ser igualada aos erros dos seres humanos que não são santos e sim pecadores. Que fique guardado em nossas mentes que a Igreja não é o "prédio" onde você faz suas orações mas, somos nós; onde o próprio Jesus é a cabeça da Igreja e nós o corpo.  Assim devemos em primeiro lugar amar e respeitar tudo o que aprendemos. Mas compreendermos que somos um povo santo mas também pecador.

 Mais adiante, com tranquilidade, abordaremos todos esses assuntos... Agora o que está em questão é a história da Bíblia,ok?  

 Fiquem com Deus e guardemos nossa fé! Amém! 



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 23h53
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CONTINUAÇÃO DA HISTÓRIA DO CÂNON

-          Os escritos do NT trazem citações implícitas dos livros deuterocanônicos. Exemplo: Rm 1,19-32 - Sb 13,1-9;        Rm 13,1 ---- Sb 6,3;     Mt 27,43 ---- Sb 2,13.18;    Tg 1,19 ---- Eclo 5,11;   Mt 11,29s ---- Eclo 51,23-30;   etc...

-          A formação do cânon do NT também é complexa. Um dos fatores que pode ter contribuído para a fixação do cânon foi o herege Marcião que criou uma nova doutrina pseudocristã, modificando a História Sagrada e publicando um cânon próprio das Escrituras. Em sua Igreja, rejeitou todos os livros do AT e do NT, admitindo apenas o evangelho de Lucas e dez cartas de Paulo. Por isso, alguns concílios locais,ou seja, algumas reuniões de autoridades eclesiásticas com o objetivo de discutir e deliberar sobre questões pastorais, de doutrina, fé e costumes (moral )... Ex:(Hipona-393 e Cartago-397 e 419), aprovaram listas de livros do Antigo e Novo Testamento. Essas listas coincidem com o nosso cânon atual.   

-    Entre os cristãos do Ocidente, havia no século IV tantas traduções latinas da Bíblia que os leitores se viam confusos a respeito. Foi por isso que o Papa São Dâmaso (366-384) pediu a São Jerônimo que fizesse uma revisão dessas traduções.

- A expansão do cristianismo por todo mundo (conhecido naquela época), determinou a necessidade de se traduzir a Bíblia para o latim.

-          São Jerônimo foi o grande estudioso da Bíblia. Para entendê-la melhor foi morar na Palestina. Fez a revisão do texto grego do NT e traduziu o hebraico do AT, dando origem a tradução latina conhecida como "Vulgata latina"  (Vulgata = do latim = popular) assim chamada pois colocava a leitura da Bíblia ao alcance do povo.

-          O Magistério da Igreja (Papa e Bispos) sempre aceitou a Bíblia dos Setenta como Palavra de Deus, e reafirmou isso nos vários concílios:  Trulos (619) - Florença (1441) - Trento  (1546  =  mais exatamente na IV sessão, dia 8 de abril) - Vaticano I (1870) e ratificado pelo Concílio Vaticano II (1962-1965)

-          Durante a Idade Média pode-se dizer que houve unanimidade entre os cristãos a respeito do cânon. 

 

-          Traduções em português: as primeiras tentativas de tradução em português são traduções parciais datam de 1320, quando os monges de Alcobaça, em Portugal, traduziram o NT e fizeram uma breve história do AT.

 

-          Os primeiros textos completos surgiram em 1681, quando um ministro calvinista, João Ferreira de Almeida, publicou o NT traduzido do grego. Alguns anos mais tarde, publicou também o AT. Essa tradução é, ainda hoje, usada pela Sociedade Bíblica do Brasil e por várias edições evangélicas.

 -          Entre 1772 a 1790, o Pe Antonio Figueiredo fez uma tradução da Vulgata, que foi editada no Brasil em 1864.

 -           Em 1931, o Pe Matos Soares publicou uma nova tradução da Vulgata (editada pelas Paulinas).

-          A Editora Ave Maria publicou em 1958 a Bíblia Sagrada, traduzida da edição francesa dos Monges de Maredsous na Bélgica.

A chamada “Bíblia da Ave Maria” é hoje um dos textos mais utilizados e foi reeditada muitas vezes.

-   A Bíblia de Jerusalém foi publicada em 1981, a partir dos originais franceses publicados em 1956. O nome se deve ao fato de ter sido feita pelos dominicanos da Escola Bíblica de Jerusalém. É um texto muito bom e de grande valor científico. Em 2001, foi revisada e reeditada, trazendo grandes melhorias no seu conteúdo. 

-     Em 1982, surgiu a chamada Bíblia Sagrada da Editora Vozes.

 

E, em 1983, as Edições Loyola publicaram a Bíblia Mensagem de Deus.

-          Em 1986, as Edições Paulinas publicaram o NT da Bíblia Edição Pastoral; o AT só foi publicado em 1990. a Bíblia Pastoral procura uma tradução mais popular, traduzindo mais o sentido do texto do que as palavras. 

-          A Bíblia da TEB (Tradução Ecumênica da Bíblia) foi publicada em 1994 pelas Edições Loyola. É um texto muito bom feito por biblistas católicos, protestantes, ortodoxos e judeus. O texto em português é a versão dos originais franceses.

A ordem dos livros do AT segue a Bíblia Hebraica e não a da Vulgata.

-          Bíblia Sagrada da CNBB. A edição ficou por conta de um acordo envolvendo várias editoras.



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 21h09
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A História do Cânon

Hoje iremos conhecer um pouco sobre a história do Cânon.  Gostaria muito de ressaltar que os conhecimentos aqui blogados são frutos das apostilas do curso bíblico que tenho feito, elaboradas pelo professor Acácio Vieira de Carvalho(conforme falei no primeiro post). São 16 anos ministrando esse curso e como ele sabe que estou fazendo esse Blog para levar até bem mais longe o conhecimento do A.T. e N.T.,prontificou-se a ajudar no esclarecimento de dúvidas que com certeza vão surgir com o tempo. O importante é estarmos sempre perto de Jesus e que o Espírito Santo nos ilumine dando-nos a graça de poder ajudar a quem buscar se aprofundar mais no conhecimento da Bíblia. Amém!

 Vamos ao Cânon!

-          As passagens bíblicas começaram a ser escritas esporadicamente desde os tempos anteriores a Moisés, que foi o primeiro codificador das tradições orais e escritas de Israel (sec XIII a.C) ... Assim foi-se formando a biblioteca sagrada de Israel.  Quase todos os livros do AT foram escritos em hebraico.

             O Antigo Testamento contém 46 livros e o Novo Testamento 27; e foram escritos pelos autores sagrados, os  "hagiógrafos". O tempo de redação da Bíblia começa desde Moisés (durante o Êxodo) e vai terminar na época de São João.  Ou seja, começa mais ou menos em 1250(a.C.). E vai terminar por volta de 100 (d.C.)! São 13 ou 14 séculos!

             Era muito comum dizerem antes que Moisés foi o escritor dos cinco livros do Pentateuco: Gênese (Gn), Êxodo (Ex), Levítico (Lv), Números (Nm) e Deuteronômio (Dt). Mas ele não foi o único porque no livro do Dt narra a morte de Moisés.

      No decorrer da História da Salvação, muitos judeus emigraram da Palestina para Roma, para a Ásia, para Alexandria (no Egito), para a Síria, etc...  e depois de muitas gerações não entendiam mais o hebraico. Tornou-se  necessário traduzir a Bíblia para o grego (língua falada no mundo todo). Foram feitas duas grandes traduções da Bíblia para o grego.

 

-

       OBS:  Apesar do mapa estar mostrando a evolução poliítica da civilização romana, pode-se localizar no mesmo a Alexandria (Egito),  a Síria, Roma (Itália), e no mapa  a Palestina localiza-se por perto de Jerusalém.

   -          A primeira Bíblia, chamada Bíblia Palestinense ou Esdrina, cuja codificação começou quase 500 anos antes de Cristo  (iniciada por Esdras, depois da volta do exílio da Babilônia onde ficaram por causa da tomada e destruição de Jerusalém por ordem do rei Nabucodonosor) terminou 100 anos depois de Cristo. Esta lista não contém os livros Deuterocanônicos (Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiático, Baruc ,1º e 2º Macabeus, Ester 10,4-16,24  e  Daniel 3,24-90; 13-14).

Os fariseus (eram em sua maioria empresários de classe média e, por conseguinte, tinham contato constante com o homem comum) e os rabinos (no judaísmo Rabino é um título usado para distinguir aquele que ensina, aquele que tem a autoridade dos doutores da Torá ou aquele apontado pelos líderes religiosos da comunidade)... Eles excluíram os deuterocanônicos pelos motivos que veremos abaixo.

-          A segunda, chamada Bíblia Alexandrina ou dos Setenta (LXX  -  Septuaginta) porque foi traduzida para o grego por 70 sábios  hebreus no século III a.C. Esta lista contém os livros deuterocanônicos e era aceita por todos os hebreus da Palestina e fora da Palestina (diáspora).

-          No século I da era cristã, deu-se um fato importante: começaram a surgir os livros cristãos (cartas de Paulo, Evangelhos...) que se apresentavam como a continuação dos livros sagrados dos judeus (que por não terem aceito o Cristo, trataram de impedir que se fizessem a aglutinação de livros judeus e livros cristãos.

 -          Assim sendo (segundo bons autores modernos) vários rabinos reuniram-se no sínodo de Jâmnia  (ano 100 dC), a fim de estabelecer as condições que deveriam caracterizar os livros sagrados ou inspirados por Deus. Foram estipulados os seguintes critérios = o livro sagrado não poderia ter sido escrito: 

a)  fora da terra de Israel;   

b) em outras línguas ( somente em hebraico);

c) depois de Esdras (458-428 aC);   

d) em contradição com a Torá ou Lei de Moisés.

-          Conseqüentemente, os judeus da Palestina fecharam o seu cânon sem reconhecer os livros e escritos que não obedeciam a tais critérios, ficando com a lista que não incluíam os deuterocanônicos.

-          Porém, os judeus da diáspora(exílio), na sua maioria, resolveram adotar a tradução dos LXX (Septuaginta) ou da Alexandria.

-          Verifica-se que a Bíblia Alexandrina (LXX)  foi usada por Jesus e seus apóstolos. Isto significa que aceitavam os deuterocanônicos como Palavra de Deus revelada.  Jesus e os apóstolos citam o AT  350 vezes, pois  bem, destas 350 citações, 300 são tiradas da Bíblia Alexandrina.



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 21h51
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