Meu Curso Bíblico


BREVE VISÃO HISTÓRICA DO POVO DO ANTIGO TESTAMENTO E DA HISTORIA GERAL:CONTINUAÇÃO

700 a. C. a 612a. C. - Profetas que viveram nessa época:  

Jeremias -  Ao contrário de muitos profetas, Jeremias tem muito a dizer de si mesmo. Era sacerdote por nascimento e foi chamado pelo Senhor para o ministério da profecia, muito jovem ainda. Alegando sua mocidade, (apenas 21 anos), inexperiência e deficiência no falar como razões para não atender à chamada, Deus revelou-lhe que o consagrara para este serviço antes do seu nascimento, então recebeu a unção divina.

Sofonias - Sofonias foi contemporâneo de Jeremias; no tempo de Sofonias a cidade de Jerusalém estava ocupada por uma potência estrangeira e o povo estava no pecado. Então esse profeta quer trazer de novo o povo para Deus.

Naum - Naum deixa claro que os grandes poderes do mundo não são eternos. Por mais que dominem e amontoem, por mais que oprimam e humilhem os pequenos, um dia eles ruirão como Nínive. Aliás, desaparecerão da história justamente porque agem dessa maneira. Sobre todos os opressores obstinados pesa o julgamento implacável de Deus, que toma o partido dos oprimidos.



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 22h55
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BREVE VISÃO HISTÓRICA DO POVO DO ANTIGO TESTAMENTO E DA HISTORIA GERAL:CONTINUAÇÃO

727 a.C. - Israel é conquistado pelos Assírios  e deixa de existir, passando a se chamar Samaria. Restando somente o Reino do Sul, ou seja Judá.

722 a.C. - Queda da Samaria e o rei era Sargon II.

Nessa época viveram os profetas Isaías e Miqueias.

Isaías - , cujo nome significa "Jeová salva" ou "Jeová é salvação" exerceu o seu ministério no reino de Judá e é considerado como um dos maiores de todos os profetas bíblicos.

Miqueias - Tendo vivido na época das invasões assírias sobre os reinos da Samaria e de Judá, os seus vaticínios são dirigidos contra ambos os reinos, aos quais ameaça com o castigo por intermédio dos assírios.



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 22h48
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BREVE VISÃO HISTÓRICA DO POVO DO ANTIGO TESTAMENTO E DA HISTORIA GERAL:

CONTINUAÇÃO - Por volta de 930a.C. -  Divisão do Reino de Israel  - Com a morte do rei Salomão o povo se dirigiu ao sucessor Roboão pedindo a redução dos pesados impostos colocados sobre eles. Roboão seguindo o conselho de seus amigos jovens disse que em seu reino o jugo seria mais pesado que o de seu pai. Após essa decisão de Roboão o povo se negou a continuar sendo governado por ele. Levantaram como rei de Israel Jeroboão, ficando sob as ordens de Roboão apenas a tribo de Judá e Benjamim (1 Re 12). Sendo assim o reino de Israel ficou dividido, formando Judá e Benjamim o reino do Sul e o restante das dez tribos o reino do Norte. Os profetas nessa época,  no reino de Israel, foram: Elias, Eliseu, Amós, Oseias

885 - 874 a.C. - Amri, rei de Israel, funda a Samaria.

874 - 853 a.C. - Acab era o rei de Israel.  Época também dos profetas Elias e Eliseu.

Elias, foi sem dúvida alguma, um dos maiores profetas que o Senhor Deus levantou em sua época. Sua vida constitui-se de um notável exemplo para nós, de como Deus opera na vida daqueles que se colocam em suas mãos.

Para que Eliseu chegasse ao ponto de ocupar a função profética antes desenvolvida por seu mestre, Elias, foram necessários sete anos de intensa convivência e aprendizado, resultando num ministério tremendamente importante na vida de Israel durante décadas. 

Em meados do século oitavo antes de Cristo, pelo ano 760, um sitiante chamado Amós «caiu na arapuca» de Deus, deixou sua vida tranqüila no Sul e foi anunciar e denunciar no Norte, onde reinava Jeroboão II . Um «leão começava a rugir»; exatamente porque ele anunciava que o julgamento de Deus iria atingir não só as nações pagãs, mas também, e principalmente, o povo escolhido; este já se considerava salvo, mas na prática era pior do que os pagãos.

Oséias pregou no oitavo século a.C., durante os últimos anos do reino de Israel (o reino do norte no período do reino dividido). Ele usou a figura da própria família como pano de fundo para as mensagens de Deus.

753 a. C.  na Itália: Fundação de Roma.

 



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 00h15
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BREVE VISÃO HISTÓRICA DO POVO DO ANTIGO TESTAMENTO E DA HISTORIA GERAL:

Possivelmente ocorrido entre 1300 a.C. e 1200 a.C.   A Guerra de Tróia pode ter sido um grande conflito bélico entre gregos e troianos. Segundo o poeta-épico, Homero, a guerra foi motivada pelo rapto de Helena, rainha de Esparta, por Páris, príncipe de Troia.

Durante a guerra entre esses povos, o herói grego Odisseu, também conhecido como Ulisses, bolou um plano para os soldados gregos conseguirem entrar na cidade de Tróia: a construção de um gigantesco cavalo oco de madeira que foi abandonado a poucos metros dos portões de Tróia.
Os troianos encontraram o cavalo, que seria uma suposta oferenda a
Posêidon, o deus dos mares, e pensaram que os gregos haviam desistido de invadir a cidade e ido embora. Assim, levaram o cavalo para dentro da cidade e comemoraram a suposta vitória até altas horas. O que eles não sabiam é que os soldados gregos estavam escondidos dentro do cavalo de madeira.
Durante a madrugada, enquanto os troianos dormiam, os soldados gregos saíram de dentro do cavalo e abriram os portões para o resto do exército grego que estava do lado de fora. O plano de Odisseu foi um sucesso: os gregos conseguiram entrar em Tróia e venceram a guerra.

 

 

Por volta de 1200a.C., Israel conquistou a Palestina (Canaã, terra dos cananeus), atravessando o rio Jordão, sob o comando de Josué que sucedeu a Moisés. Israel tomou Jericó e conquistou a Palestina. Organizaram-se em doze tribos correspondentes aos doze filhos de Jacó. Época dos Juízes e das divisões em regiões como cidades-estados. No começo havia fraternidade entre eles mas, com o passar do tempo tudo foi mudando.  Houve muitas lutas contra os antigos povos dessa região, mas Israel, por vontade de Deus, ocupou Canaã. Foi o período dos Juízes, que vieram após Josué e duraram cerca de 200 anos, até cerca de 1000a.C.  Os juízes mais importantes foram:

Débora, Barac, Jefté e Sansão.

   Assim o povo hebreu aos poucos foi se organizando e formando um reino no meio dos seus vizinhos: moabitas, filisteus, jebuzeus, amorreus, etc...

 

1030 a.C. - 539 a.C.- Época dos Reis e dos grandes profetas -   O povo se  organiza e deseja ter um rei, igual aos outros povos.  O profeta da época era Samuel - foi o último dos juízes e o primeiro dos profetas. Homem de profunda piedade e discernimento espiritual dedicava-se totalmente à realização dos propósitos de Deus para o bem de Israel. Aconselhou-os, mas, mesmo assim forma-se reino que é chamado de Israel e Saul é coroado rei. Saul reinou bem, no princípio, mas gradualmente sua autoconfiança cresceu e sua confiança no Senhor diminuiu. Samuel repreendeu Saul, contrastando sua primitiva humildade com a vontade própria e o orgulho que ele, então, estava demonstrando. A consciência de Saul era impenetrável. Mais tarde Saul recitaria a palavra “Pequei”, mas somente porque ele queria que Samuel voltasse e o honrasse diante do povo, não porque estivesse arrependido de fato. Ele se tornou paranóico, suspeitando de seu genro, Davi, e tramando matá-lo. Saul era, em primeiro lugar, amigo de Davi, mas por causa do ciúme tornou-se seu inimigo. Saul procurou constantemente para matá-lo, mas Davi não tocaria um ungido de Deus.

Ele assassinou 85 sacerdotes de Deus e resolveu consultar uma feiticeira, ofendendo mais uma vez a Deus. Finalmente, ele se suicidou. 

 

 

Como Saul, Davi era humilde e justo quando foi escolhido para ser rei. Ele se tornou um governante popular e capaz, abençoado com vitórias militares e prosperidade. Davi, o filho de Jessé, foi o grande rei de Israel. Ele foi tão importante no plano de Deus que o trono de Israel é chamado de o trono de Davi. Cristo Jesus é ainda aludido como o filho de Davi, referindo-se à Sua linhagem para o trono. Infelizmente, o pecado entrou...  Davi caminhou honestamente diante do Senhor, exceto na questão de Bate-Seba, esposa de Urias.  A melhor coisa a fazer quando pecamos é admitir e nos arrepender. Davi não o fez. Em vez disso, ele tentou encobrir seu pecado e fazer com que parecesse que nada de errado tivesse acontecido. Assim, o Senhor tomou medidas mais fortes para levar Davi ao arrependimento. O profeta Natã foi a Davi e o condenou por seu pecado. Davi disse: “Pequei contra o Senhor… contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos..."  Ele implorou perdão e restauração de sua relação com o Senhor. Davi, ainda que enfrentasse terríveis conseqüências de seu pecado, foi purificado de sua culpa e não foi atormentado pelos distúrbios mentais como Saul. Ainda que mortificado pelo horror de seu pecado, ele continuou a ter amizade com Deus e a servi-lo fielmente. Davi narra a Natã o desejo de edificar o templo de Deus, ao que o profeta, inicialmente, aprova a medida. Na mesma noite Deus aparece a Natã em sonho, e o profeta volta ao rei e comunica-lhe que tal tarefa não caberá a Davi, mas a um filho seu.

 Ao final da vida de Davi, Natã, juntamente com Betseba, intercede em favor de Salomão acerca da ascensão do mesmo ao trono, pretendido por Adonias, um dos filhos de Davi.

Salomão é um personagem da Bíblia (mencionado, sobretudo, no Livro dos Reis), filho de David com Bate-Seba, que teria se tornado o terceiro rei de Israel.

 

970 - 931 a.C. - Salomão ordenou a construção do Templo de Jerusalém, no seu 4.º ano. Salomão se notabilizou pela sua grande sabedoria, prosperidade e riquezas abundantes, bem como um longo reinado sem guerras.



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 02h16
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BREVE VISÃO HISTÓRICA POVO DO ANTIGO TESTAMENTO:

Por volta do ano de 1250 a.C. o rei do Egito era Ramsés II.  Ele foi um dos maiores faraós que o Egito já teve. Governou por quase 67 anos, talvez nenhum faraó tenha governado tanto.  Ficou famoso por que queria tomar posse de terra que pertencia aos Hititas, chamada Kadesh, região na Síria, pela qual passavam as rotas mercantis para o Oriente. Tudo indica que ele era alguém obcecado com a idéia de grandeza e que queria assim ser lembrado pela posteridade. Não podendo ser "grande" enquanto guerreiro decidiu sê-lo enquanto construtor.

Nessa época, as gerações seguintes que procederam dos filhos de Jacó, eram escravos do Faraó que já nem se lembrava mais da importância que José teve como ministro do Egito, livrando-os da fome devido a uma grande seca.

Moisés que nasceu num momento crítico... O povo dele, os descendentes de Abraão escolhidos para receber grandes promessas, estava sofrendo terrivelmente. Os egípcios dominavam os hebreus com tirania, e até matavam os filhos recém-nascidos para controlar o crescimento da nação escrava. A mãe de Moisés escondeu o próprio filho e, depois, deixou que ele fosse adotado por uma princesa do Egito. Moisés viu a injustiça e tentou defender seu povo. Ele matou um egípcio que espancava um dos hebreus, imaginando que o povo lhe daria apoio. Mas, o povo medroso não entendeu o que Moisés queria fazer, e ele teve que fugir do Egito. Dos 40 aos 80 anos de idade, ele ficou longe do Egito, servindo como humilde pastor de ovelhas. Neste tempo, ele casou e teve filhos. Até que um dia, quando Deus apareceu no monte Sinai, numa moita que ardia mas não se queimava. Deus mandou que Moisés descesse para o Egito para livrar o povo da escravidão.

O povo é libertado por MoisésEssa libertação do Egito é ponto central da fé judaica. É instituída a primeira Páscoa.

 O povo atravessa o mar Vermelho  e percorre o deserto durante 3 meses até chegar no monte Sinai. (Exodo por volta de 1250 a. C.)

 Subindo ao Monte Sinai, ficando o povo no sopé à sua espera, Moisés medita e ergue profundas preces por quarenta dias. Lá Deus refaz a aliança com seu povo que vigoraria até a vinda de Jesus Cristo e escreve nas tábuas da Lei, os dez mandamentos.

As pessoas fatigadas de esperar no deserto retornam às crenças egípcias populares construindo ícones de deuses animais e se propõem a voltar ao Egito.

 

 O povo viola as leis e Moisés rompe as tábuas da lei... 

 

No entretempo, Deus fala a Moisés dando-lhe as Tábuas da Lei com os Dez Mandamentos. Ao descer, Moisés enfurece-se com a idolatria e falta de fé de seu povo, arroja sobre os hereges as Tábuas da Lei, sobe novamente ao Monte e obtém novas Tábuas, desta vez escritas “pela própria mão de Deus” e decide que o povo peregrine por 40 anos  no deserto até a chegada a Canaã. Havia um caminho bem mais curto,mas, era necessário que fossem lapidados por ser um povo de cabeça dura. Deveriam purificar-se dos cultos a vários deuses para adorar somente a Ele e seguir suas leis. O povo passou de politeísta para monoteísta.

 

 Depois que Deus refaz a aliança, a "Arca da Aliança" é feita para guardar as tábuas da lei. 

Tempos depois, chegam a Canaã (a Terra Prometida por Deus a Abraão) e constroem um santuário.

Praticamente, quase todos nós, conhecemos a história de Moisés, tanto pela obra quanto pelo relacionamento com Deus.  Nas campinas de Moabe, no monte Nebo, ao topo do Pisga. Ele estava diante da Canaã. Talvez seus olhos estivessem cheios de lágrimas por contemplar o cumprimento da promessa de Deus, em levar o povo de Israel para uma terra que mana leite e mel. Uma promessa feita a Abraão, a Isaque e a Jacó. Moisés não pode sentir o calor da terra por causa da sua desobediência e fraqueza de fé temendo não conseguir fazer sair água da rocha em que o Senhor mandou-o perfurar; tema que será abrangido mais adiante... Mas, podia visualizar os seus descendentes atravessando o rio para adentrar na Canaã. Moisés morreu ali em Moabe.  O legado dele foi libertar seus irmãos do Egito, e liderá-los com sabedoria e retidão diante de Deus durante a jornada no deserto.



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 23h32
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BREVE VISÃO HISTÓRICA POVO DO ANTIGO TESTAMENTO:

Começa a história onde Deus decide resgatar sua criatura: o homem e a mulher. Diante de tanto esquecimento do Senhor e culto a deuses, Ele ainda  está cheio de misericórdia. Ama e quer um povo justo de onde nasceria o Salvador de toda a humanidade.

Em 1850 a.C. (antes de Cristo), como sabe tudo sobre nós, o Senhor escolhe um homem bom e muito fiel chamado Abrãoda cidade de Ur, na região da Caldeia, hoje o Iraque.

Abrão que depois tornou-se Abraão, mudando-se de sua Terra natal  quando recebe o chamado do Senhor para deixar tudo e segui-Lo, na região de Haram)  para entrar na terra que o Senhor lhe prometeu chamada na época de Canaã, (Palestina no mapa  e hoje Israel). Ali o povo viveu muitos anos.

Para que o Verbo divino pudesse se encarnar e salvar a humanidade afastada de Deus  pelo pecado, o Senhor preparou "seu" povo durante cerca de 1800 anos. Esta é a longa e bela história que o Antigo Testamento nos conta, mostrando a ação de Deus.

 

 

No mundo exterior separado da história sagrada, na Caldeia, o rei era Hamurabi. Conseguiu, durante o seu reinado, conquistar a Suméria e Acádia, tornando-se o primeiro rei do Império babilônico. Ele mandou compilar o mais antigo código de leis escritas, conhecido como Código de Hamurabi (1800a.C.), no qual consolidou uma legislação pré-existente, transcrevendo-a numa estela de diorito em três alfabetos distintos.

 Outra civilização bem desenvolvida era o Egito.

 Entre a Caldeia e o Egito havia pequenos reinos como a Síria e Canaã (Palestina).

Abraão, conduzido por Deus, dá início ao povo de Israel (no tempo de  Jesus chamado de Palestina). De Abraão com Sara nasceu Isaac;  de Isaac com Rebeca nasceu Jacó.

De Jacó e Raquel nasceram doze fihos que se tornaram depois as doze tribos de Israel:

(Rubem, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zabulon, José, Benjamin, Dã, Neftali,  Gad e Aser).

É importante notar que o número 12 para os judeus se tornou importante, símbolo da plenitude.  

No tempo de Jacó na Palestina, uma grande fome assolou o povo judeu que precisou ir para o Egito, por volta do ano 1.600 a.C. 

Deus aproveitando-se do pecado dos filhos de Jacó, os quais tinham vendido o irmão caçula José por inveja, a mercadores que o levaram e o venderam como escravo ao rei do Egito. Mas, José, pela graça de Deus, interpreta os sonhos do Faraó e inverte a situação de escravo para primeiro ministro do Egito, chegando a perdoar e alimentar os mesmos irmãos que encontravam-se em situação desesperadora por causa da seca. Assim, Jacó pode vir para a região do delta no rio Nilo, a mais próspera do Egito.  José morre e muito tempo depois,é esquecido de ter sido um importante ministro, pelas gerações egípicias seguintes. Já se passaram 400 anos. Com isso, o povo de Deus chamdo de Hebreus, cresce cada vez mais e de protegido torna-se escravo do Faraó.

 

(Continuaremos na próxima postagem por volta de 1250 a.C.)



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 23h12
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RECAPITULANDO AS TRADIÇÕES:

TRADIÇÃO JAVISTA

- É a mais antiga de todas as tradições.

- Chamava sempre Deus de Javé.

- Surge no período dos reinados de Davi, mais precisamente após a morte de seu filho o Rei Salomão, com o cisma dividindo  a Terra Santa em Israel (ao norte) e Judá (ao sul); por volta do século IX.

- Suas histórias são as mais apreciadas e conhecidas de toda a Bíblia.

- Sentem Javé sempre próximo, ouvindo a sua voz, seus passos, sentindo a mão de Deus fechar a arca de Noé, por exemplo, etc.

- O escritor sagrado coloca na figura de Deus o seu pensamento humano. 

TRADIÇÃO ELOÍSTA

- Deu-se no reino do norte após a morte de Salomão.

- Conservavam as grandes tradições do passado, sentiam Deus sempre no alto.

- Seu território era vasto e rico. Suas forças militares, inegavelmente, eram superiores a Judá.

- Sua posição geográfica facilitava as invasões:

1- Dos Fenícios - descendentes dos cananeus.

2- Dos Arameus - Tribos nômades da região mesopotânea, surgem com eles a língua aramaica.

3- Dos Assírios - extremamente cruéis, espalhavam o medo e ganhavam respeito.

- Jeroboão I vê-se obrigado a conviver com os cananeus e o povo fica sujeito às influências pagãs.

- Por causa da grande prosperidade, cresceu também uma grande injustiça social.  Surgem as forças de resistência com os profetas Elias e Eliseu.  Eles eram os juízes da monarquia na época: fiéis a Deus!

TRADIÇÃO SACERDOTAL

- Fruto das tradições orais que remontam a Moisés.

- Os escritos foram redigidos muitos anos mais tarde por autores sagrados inspirados por Deus e em vários lugares diferentes. 

- O Pentateuco conservava inicialmente a tradição javista e depois a eloísta. Mas com a queda do reino do norte em 722 a.C., houve a fusão das duas tradições.

 - No tempo do rei Ezequias (716-687) surgiram as primeiras redações deuteronomistas. Ele reinou por 29 anos e foi obediente a Deus.

 - A tradição sacerdotal (P) surge com o exílio por causa de Nabucodonosor (rei da Babilônia) invadir e tomar Jerusalém.

 - Os sacerdotes exilados (entre eles Ezequiel) empenham-se em procurar na herança do passado a idéia de pertença a um povo para que não fossem influenciados por muitos ídolos na época.

 - Dava importância à genealogia para manter a identidade de Israel no meio dos Babilônios a fim de permitir que Deus (JAVÉ) realizasse suas promessas. Apesar da catástofre, Ele não tinha cessado suas promessas.

 - É com uma grande parte das leis e prescrições que é consagrada a organização do culto. Constata-se em Ex 25-31 e 35-40.   

 A presença de Aarão torna-se importante ao lado de Moisés para descobrir que a instituição, para a existência do povo, é o sacerdócio.

Êxodo e Números demonstram claramente isso.

 

TRADIÇÃO DEUTERONOMISTA

 

 - Elaboraram por intuição e inspiração Divina, leis civis e religiosas, onde recorriam para solucionar problemas da época.

 - Queriam restabelecer o poder igualitário tribal.

 - Essas leis demonstravam que Israel é o povo escolhido por Deus. Elas eram baseadas na justiça, igualdade e solidariedade: “Abre mão em favor do teu irmão, do teu humilde e do teu pobre”.

 - A fidelidade de Deus é a aliança e exige compromisso com aqueles que por algum motivo estão privados de vida.

 

 



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 14h12
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A Tradição Sacerdotal (I) 

Mais uma vez busquei as explicações do Blog do Padre Lucas por achar que está bem fácil de entendermos.

Posted by comunidadecatolica em junho 10, 2008

“O Verbo” – n° 209 – Edição Especial –Catequetese – 2ª quinzena de Agosto 2005

Com a Tradição Sacerdotal, indicada pela letra “P“, do alemão Priester-kodex, “código sacerdotal”, o Pentateuco, tal como o conhecemos hoje, estará praticamente concluído. Sabemos que esse conjunto de livros se formou ao longo da caminhada do povo de Israel. É fruto, pois, de tradições orais que remontam a Moisés, mas que foram redigidas muitos anos mais tarde, em lugares diferentes e por autores (redatores) também diversos.

 

Vimos que o início da formação do Pentateuco se deu mediante a redação da Tradição Javista (J) e da Eloísta (E). Mais tarde, com a queda do Reino do Norte, em 722, houve, no Sul, a fusão dessas duas Tradições (J-E).

Em seguida, apareceu a primeira redação do Deuteronômio (D), no tempo de Ezequias (716-687).

 

Ezequias foi rei de Judá durante 29 anos aproximadamente. Seu reino começou por volta do século VIII antes de Cristo. É um rei memorável, pois foi obediente a Deus em sua vida pessoal e em seu governo. Derrubou a adoração a ídolos, quebrou imagens, cortou os bosques, etc. Destruiu também a serpente de bronze feita por Moisés, pois as pessoas haviam começado a adorá-la como um Deus. (Nm 21)

 

Então, ao núcleo constituído pela fusão J-E, vem se juntar P, perto do fim do Exílio, em 538.

A história sacerdotal só se compreende em relação com o choque produzido pela queda de Jerusalém e pelo Exílio.

Ora, em 587 o rei de Babilônia, Nabucodonosor, toma Jerusalém e deporta seus habitantes.

Os exilados se viram atirados numa situação nova: seu rei estava preso, o templo destruído e a terra, dom de Deus, ficara para trás. Como manter a fé e a esperança no Deus de Israel, diante dos vencedores babilônios?

Entre os exilados, houve quem se desencorajasse e aderisse à religião babilônica.

Houve, porém, aqueles que se mantiveram firmes em sua fé e tentaram encontrar no passado de Israel motivações para uma esperança capaz de fortalecê-los. Foi o que fizeram os sacerdotes de Jerusalém exilados em Babilônia, entre os quais Ezequiel

Assim, antes do fim do Exílio (538) foi elaborada a história sacerdotal.

 

 

A Tradição Sacerdotal se empenha, pois, em procurar na herança do passado uma resposta para a seguinte pergunta: em que se apoiar para continuar a viver no meio de uma nação estrangeira sem se contaminar com sua religião e com seus ídolos? Daí, a insistência na idéia de pertença a um povo, o que explica a importância das genealogias na história Sacerdotal: trata-se de manter, por meio delas, a identidade de Israel na terra da Babilônia, a fim de evitar a dissolução do povo e permitir a Deus a realização de suas promessas.

A Tradição Sacerdotal procura interpretar o desígnio de Deus, que permite a seu povo uma situação tão adversa. Para tanto, integra a história de Israel à história da humanidade.

A releitura da história passada do povo e a meditação nas promessas divinas permitiam pensar que, apesar da catástrofe de 587(Destruição de Jerusalém) , a promessa de Iahweh (do Senhor) não tinha cessado.

 

O apelo à história patriarcal mostrava que o que se vivia no Exílio não era algo totalmente inédito:

Abraão fora estrangeiro em Canaã (Gn 23).

Jacó tinha apenas um pedaço de campo (Gn 33,18-22).

O  próprio  cativeiro  não  é  uma  situação  nova.   No  passado,  os  israelitas  também  foram  cativos  no  Egito (Ex 1,1-5.7.13-14).

 

Enfim, o início da história de Israel foi modesto, mas a promessa de Deus se realizou. Assim, esses poucos exemplos, extraídos das mais antigas tradições do povo, visavam iluminar a vida dos exilados do século VI.  

 

A importância que a Tradição Sacerdotal confere às genealogias se explica pelo desejo de estabelecer continuidade entre a criação e a história, visando apresentar as raízes do povo. Preocupação legítima e bem compreensível num contexto de exílio como esse. Também o interesse pelo casamento dos patriarcas tem a mesma explicação: o casamento com estrangeiras, na Babilônia, punha em perigo o futuro de Israel.

A obra que os autores sacerdotais criaram não é fruto de pura imaginação, mas da reflexão sobre a tradição do passado. Assim, a sua narração do dilúvio retoma a narração javista e a amplia em função de sua perspectiva teológica própria. Na Tradição Sacerdotal, encontram-se muitos exemplos disso, inclusive quando se trata de textos legislativos e cultuais.

Finalmente, uma grande parte das leis e prescrições é consagrada à organização do culto. Isso se constata facilmente lendo os capítulos do Êxodo que tratam da construção do santuário e das normas relativas ao sacerdócio (Ex 25-31 e 35-40). “Outro indício dessa importância é o lugar de Aarão ao lado de Moisés; descobre-se que a instituição principal para a existência do povo é o sacerdócio. A leitura do Êxodo e de Números mostra-o claramente” (J. Briend).

Padre Lucas



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 21h50
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TRADIÇÃO DEUTERONOMISTA

Encontrei uma boa explicação para a tradição Deuteronomista no site

http://www.salvatorianos.org

                          "Teologia Deuteronomista" - "Juliano Peroza / Cláudio Bertotto"

No site eles tratam de "teologias", que falam das várias maneiras de compreender Deus que algumas pessoas tiveram na época e como isso influenciou historicamente alguns livros deixando claro o modo próprio de cada um escrever. A tradição deuteronomista tem base no livro do Deuteronômio. Livro escrito por diferentes autores (hagiógrafos) e em diferentes épocas.

No princípio toda a história do povo de Israel liberto do Egito era contada entre as tribos da época, oralmente, nas celebrações familiares. As leis de Deus recebidas por Moisés no Êxodo, foram depois sendo escritas e guardadas nos santuários. Através dessas leis civis e religiosas é que todos os problemas eram resolvidos.

Exemplo em Dt 15, 1-11 - Ano Sabático

1 De sete em sete anos farás a remissão. 2 Eis no que ela consistirá: todo credor remitirá (perdoará) o empréstimo que tiver feito ao seu próximo. Não exercerá contra o seu próximo ou contra o seu irmão opressão alguma quando for publicada a remissão em honra do Senhor. 3 Poderás obrigar ao estrangeiro; mas quanto às dívidas de teu irmão, farás remissão. 4 Não deverá haver pobres no meio de ti, porque o Senhor, teu Deus, te abençoará certamente na terra que te dá como posse hereditária, 5 contento que obedeças fielmente à voz do Senhor, teu Deus, pondo cuidadosamente em prática os mandamentos que hoje te imponho. 6 Sim, o Senhor, teu Deus, abençoar-te-á como ele te disse: emprestarás a numerosas nações e de nenhuma precisarás receber empréstimo; dominarás sobre muitas nações, e elas não dominarão sobre ti. 7 Se houver no meio de ti um pobre entre os teus irmãos, em uma de tuas cidades, na terra que te dá o Senhor, teu Deus, não endurecerás o teu coração e não fecharás a mão diante de teu irmão pobre; 8 mas abrir-lhe-ás a mão e emprestar-lhe-ás segundo as necessidades de sua indigência (pobreza).  9 Cuida que não te venha ao coração este ímpio pensamento, eis que se aproxima o sétimo ano, o ano da remissão; guarda-te de olhar o teu irmão pobre com um mau olho, sem nada lhe dar, porque ele clamaria ao Senhor contra ti, e isso se te tornaria um pecado. 10 Deves dar-lhe, e dar-lhe de bom coração, pois, por causa disso, o Senhor, teu Deus, te abençoará em todas as empresas de tuas mãos. 11 Nunca faltarão pobres na terra, e por isso dou-te esta ordem: abre tua mão ao teu irmão necessitado ou pobre que vive em tua terra.

 Ex 23, 10-11

 10 “Durante seis anos, semearás a terra e recolherás o produto. 11 Mas, no sétimo ano, a deixarás repousar em alqueive; os pobres de teu povo comerão o seu produto, e os animais selvagens comerão o resto.

Farás o mesmo com a tua vinha e o teu olival .

 

Outro exemplo em

Dt 15,19-23 -

Primícias e primogênitos

19Todo primogênito (gerado primeiro) macho que nascer de suas vacas ou ovelhas deverá ser consagrado a Javé seu Deus.Não trabalhe com o primogênito de suas vacas, nem toquie (cortar rente o pêlo, lã ou cabelo) o primogênito de suas ovelhas. 20 Você o comerá em cada ano diante de Javé seu Deus, junto com sua família, no lugar que Javé tiver escolhido. 21 Se o primogênito tiver algum defeito - se for manco ou cego, ou tiver algum defeito grave -,  não o sacrifique a Javé seu Deus; 22 você poderá comê-lo em sua própria cidade, o puro junto com o impuro, assim como se come a gazela ou o cervo23 Não coma, porém, o sangue:derrame-o no chão como água.

 

Ex 22,28-29 - 28 Não amaldiçoarás Deus; não amaldiçoarás um príncipe de teu povo.29 Não tardarás a oferecer-me as primícias (primeiras produções) de tua colheita e de tua vindima. Tu me darás o primogênito de teus filhos.

O Deuteronômio é o projeto de reorganização do povo que quer restabelecer o modelo igualitário da época tribal. Esta “lei” procura fazer a teologia do povo de Deus e de sua organização político-social.

O código (leis) deuteronomista (que está principalmente em Dt 12-26) quer mostrar que esta organização vem desde os tempos de Moisés, onde Israel apresentava-se como o povo escolhido por que vivia um modelo alternativo, que baseava-se na justiça, na igualdade e na solidariedade. As características da proposta de organização igualitária vemos em

Dt 15,11: “abre a mão em favor do teu irmão do teu humilde e do teu pobre”. O texto mostra que a fidelidade ao Deus da vida que faz aliança, exige compromisso com aqueles que por algum motivo estão privados de vida.



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 22h21
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O QUE É A TRADIÇÃO ELOISTA?

Busquei uma explicação novamente do blog do Padre Lucas:  “O Verbo” – n° 202 – 1ª quinzena de Maio 2005

Nos últimos cem anos, a história da exegese muitas vezes pôs em dúvida a existência da “tradição Eloísta”. Ora, a presença de duplicações que não pertencem nem à tradição Javista nem às outras tradições (Deuteronomista e Sacerdodal), foi o argumento utilizado para se propor sua existência, mas nem todos os pesquisadores concordam que isso signifique a existência de outra tradição. De fato, torna-se difícil estabelecer a prova decisiva de sua existência. Entretanto, não se deve insistir demais nas dificuldades, porque a leitura atenta dos textos ditos eloístas permite chegar a uma conclusão razoável. Atrás dos trechos que possuímos, delineia-se uma obra bem organizada, que transmitiu uma interpretação da tradição antiga de Israel.

  

  Sua composição se deu no Reino do Norte. Sabemos que, com a morte de Davi, em 933, o reino unido de Davi e Salomão se divide em Reino do Sul (Judá) e Reino do Norte (Israel). O Reino de Israel foi marcado pela instabilidade: as rivalidades entre as tribos e a importância do exército e de seus chefes não permitiram uma estabilidade dinástica semelhante à do Reino de Judá. As freqüentes mudanças de dinastia não impediram, contudo, fases de grande prosperidade econômica. O Reino de Israel estava em situação mais vantajosa do que o de Judá. Seu território era mais vasto e mais rico. Suas forças militares eram inegavelmente superiores. No campo religioso, conservam-se as grandes tradições do passado. Porém, desde o começo do reinado de Jeroboão I (933-911), Israel (Reino do Norte) se vê obrigado a conviver com os cananeus, profundamente apegados aos seus costumes e às suas idéias. 

(Mas o que fazia aquele povo, que Israel não devia imitá-lo? Quais eram os seus costumes? Todo o capítulo 18 de Levíticos fala do que os cananeus faziam: 1 O Senhor disse a Moisés: 2 “Dize aos israelitas o seguinte: eu sou o Senhor, vosso Deus. 3 Não procedereis conforme os costumes do Egito onde habitastes, ou de Canaã aonde vos conduzi: não seguireis seus costumes. 4 Praticareis meus preceitos e observareis minhas leis, e a elas obedecereis. Eu sou o Senhor, vosso Deus. 5 Observareis meus preceitos e minhas leis: o homem que o observar viverá por eles. Eu sou o Senhor. 6 Nenhum de vós se achegará àquela que lhe é próxima por sangue, para descobrir sua nudez. Eu sou o Senhor. 7 Não descobrirás a nudez de teu pai, nem a de tua mãe. Ela é tua mãe: não descobrirás a sua nudez. 8 Não descobrirás a nudez da mulher de teu pai: é a nudez de teu pai. 9 Nem a de tua irmã, filha de teu pai ou de tua mãe, nascida na casa ou fora dela. 10 Não descobrirás a nudez da filha de teu filho ou da filha de tua filha, porque é tua nudez. 11 Nem a da filha da mulher de teu pai, nascida de teu pai: é tua irmã. 12 Não descobrirás a nudez da irmã de teu pai: ela é da mesma carne que teu pai. 13 Nem a da irmã de tua mãe; porque ela é da mesma carne que tua mãe. 14 Não descobrirás a nudez do irmão de teu pai, aproximando-te de sua mulher: é tua tia. 15 Não descobrirás a nudez de tua nora: é a mulher de teu filho. Não descobrirás, pois, a sua nudez. 16 Nem a da mulher de teu irmão: é a nudez de teu irmão. 17 Não descobrirás a nudez de uma mulher e de sua filha, e não tomarás a filha de seu filho, nem a filha de sua filha, para descobrir a sua nudez: elas são tuas próximas parentas, e isso seria um crime. 18 Não tomarás a irmã de tua mulher, de modo que lhe seja um rival, descobrindo a sua nudez com a de tua mulher durante a sua vida. 19 Não te achegarás a uma mulher durante a sua menstruação para descobrir a sua nudez. 20 Não terás comércio com a mulher de teu próximo: contaminar-te-ias com ela. 21 Não darás nenhum de teus filhos para ser sacrificado a Moloc; e não profanarás o nome de teu Deus. Eu sou o Senhor. 22 Não te deitarás com um homem, como se fosse mulher: isso é uma abominação. 23 Não terás comércio com um animal, para te contaminares com ele. Uma mulher não se prostituirá a um animal: isso é uma abominação. 24 Não vos contamineis com nenhuma dessas coisas, porque é assim que se contaminaram as nações que vou expulsar diante de vós. 25 A terra está contaminada; punirei suas iniqüidades e a terra vomitará seus habitantes. 26 Vós, porém, observareis minhas leis e minhas ordens, e não cometereis nenhuma dessas abominações, tanto o aborígine como o estrangeiro que habita no meio de vós, 27 porque todas essas abominações cometeram os habitantes da terra que vos precederam, e a terra está contaminada. 28 Desse modo a terra não vos vomitará por havê-la contaminado, como vomitou os povos que a habitaram antes de vós. 29 Todos aqueles, com efeito, que cometerem qualquer dessas abominações, serão cortados do meio de seu povo. 30 Guardareis, pois, os meus mandamentos, e não seguireis nenhum dos costumes abomináveis que se praticavam antes de vós, e não vos contaminareis por eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus.” )

 Pela sua posição geográfica, Israel estava exposto às influências externas e sofreu, ao longo de toda a sua história, pressões muito fortes de seus vizinhos do norte: fenícios, arameus e assírios.

 Fenícios -   O período de apogeu dos fenícios, povo descendente dos cananeus, foi entre 1.200 a.C. até 800 a C. , quando fundaram várias cidades-Estado, entre as quais Arad, Biblos, Ugarit, Sidon e Tiro -- essa última muito citada no Antigo Testamento da Bíblia. Após esse período entraram em declínio e no século VI a. C. caíram sob domínio dos persas.

Arameus -  Foram Tribos nômades da antiguidade que se estabeleceram na fértil região da Mesopotâmia, os arameus exerceram ali importante papel político, e sua língua, o aramaico, difundiu-se por vastos territórios, sendo adotada por outros povos.

Assírios  -   Encaravam a guerra como uma das principais formas de conquistar poder e desenvolver a sociedade. Eram extremamente cruéis com os povos inimigos que conquistavam, impunham aos vencidos, castigos e crueldades como uma forma de manter respeito e espalhar o medo entre os outros povos. Com estas atitudes, tiveram que enfrentar uma série de revoltas populares nas regiões que conquistavam.

No século IX, principalmente no tempo de Acab (875-853), o Reino de Israel conheceu grande prosperidade econômica. Mas com grande injustiça social. As forças de resistência vieram dos círculos proféticos, dominados pelas figuras de Elias e Eliseu. Havia, pois, forte oposição à realeza, com raízes no espírito tribal; graças à atuação dos profetas, herdeiros de Moisés, era animada de grande coerência religiosa: “os profetas eram, de fato, os juízes da monarquia, na medida em que permaneciam fiéis a Deus e à herança mosaica (cf. 1Rs 19)” (J. Briend). Com tais informações, podemos compreender o contexto histórico da tradição Eloísta. São atribuídos à tradição Eloísta as seguintes passagens: aliança de Abraão; nascimento de Isaacrepúdio de Agar; sacrifício de Isaac; corte de Rebeca; Esaú e Jacó; Jacó em Betel; casamento de Jacó ; nascimento dos filhos de Jacó; Jacó e Labão; José com seus irmãos e no Egito; morte de Jacó; opressão no Egito; nascimento e vocação de Moisés; talvez cinco das dez pragas; a passagem pelo mar; a viagem ao Sinai; a estada no Sinai; o bezerro de ouro; a partida do Sinai;  codornizes e o maná; a rebelião de Datã e Abiram;

a viagem de Cades a Moab; adoração de Baal; luta entre as tribos; nomeação de Josué à sucessão de Moisés cântico de Moisés; a bênção e a morte de Moisés.



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 00h22
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Exemplos de Tadições Javistas na Bíblia

Exemplos de textos Javistas:  A palavra Javé é o nome com o qual Deus se revela a Moisés em  Ex 3,14s:

 (14 Deus respondeu a Moisés: “EU SOU AQUELE QUE SOU”. E ajuntou: “Eis como responderás aos israelitas: (Aquele que se chama) EU SOU envia-me junto de vós.” 15 Deus disse ainda a Moisés: “Assim falarás aos israelitas: É JAVÉ, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, quem me envia junto de vós. Este é o meu nome para sempre, e é assim que me chamarão de geração em geração”)

A palavra Javé pode ser interpretada de várias maneiras: a tradição dos judeus de Alexandria, muito dados a especulações filosóficas, traduziu Javé por ho on, Aquele que é; queriam indicar assim o Absoluto ou o Transcendente de Deus.

Todavia  parece que, segundo a concepção dos judeus da Palestina, menos propensos a elevações filosóficas, o nome Javé significa Aquele que é fiel, que acompanha o seu povo e lhe está sempre presente. (Escola Mater  Ecclésiae)

Lembrando que na tradição Javista Deus está bem próximo do homem. Nesse caso, o próximo exemplo, Adão e Eva ouvem os passos do Senhor. 

Gn 3 - A origem do mal:

1 A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor Deus (Javé) tinha formado. Ela disse a mulher: É verdade que Deus vos proibiu comer do fruto de toda árvore do jardim?” 2 A mulher respondeu-lhe: Podemos comer do fruto das árvores do jardim. 3 Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: Vós não comereis dele, nem o tocareis, para que não morrais.” 4 “Oh, não! – tornou a serpente – vós não morrereis! 5 Mas Deus bem sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal.” 6 A mulher, vendo que o fruto da árvore era bom para comer, de agradável aspecto e mui apropriado para abrir a inteligência, tomou dele, comeu, e o apresentou também ao seu marido, que comeu igualmente. 7 Então os seus olhos abriram-se; e, vendo que estavam nus, tomaram folhas de figueira, ligaram-nas e fizeram cinturas para si. 8 E eis que ouviram o barulho (dos passos) do Senhor Deus (Javé) que passeava no jardim, à hora da brisa da tarde. O homem e sua mulher esconderam-se da face do Senhor Deus (Javé) , no meio das árvores do jardim. 9 Mas o Senhor Deus chamou o homem, e disse-lhe: “Onde estás?” 10 E ele respondeu: “Ouvi o barulho dos vossos passos no jardim; tive medo, porque estou nu; e ocultei-me.” 11 O Senhor Deus disse: “Quem te revelou que estavas nu? Terias tu porventura comido do fruto da árvore que eu te havia proibido de comer?” 12 O homem respondeu: “A mulher que pusestes ao meu lado apresentou-me deste fruto, e eu comi.” 13 O Senhor Deus (Javé) disse à mulher: Porque fizeste isso?” “A serpente enganou-me,– respondeu ela – e eu comi.” 14 Então o Senhor Deus disse à serpente: “Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais e feras dos campos; andarás de rastos sobre o teu ventre e comerás o pó todos os dias de tua vida. 15 Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar.” 16 Disse também à mulher: Multiplicarei os sofrimentos de teu parto; darás à luz com dores, teus desejos te impelirão para o teu marido e tu estarás sob o seu domínio.” 17 E disse em seguida ao homem: “Porque ouviste a voz de tua mulher e comeste do fruto da árvore que eu te havia proibido comer, maldita seja a terra por tua causa. Tirarás dela com trabalhos penosos o teu sustento todos os dias de tua vida. 18 Ela te produzirá espinhos e abrolhos, e tu comerás a erva da terra. 19 Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar.” 20 Adão pôs à sua mulher o nome de Eva, porque ela era a mãe de todos os viventes. 21 O Senhor Deus (Javé) fez para Adão e sua mulher umas vestes de peles, e os vestiu. 22 E o Senhor Deus (Javé) disse: “Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal. Agora, pois, cuidemos que ele não estenda a sua mão e tome também do fruto da árvore da vida, e o coma, e viva eternamente.” 23 O Senhor Deus (Javé)  expulsou-o do jardim do Éden, para que ele cultivasse a terra donde tinha sido tirado. 24 E expulsou-o; e colocou ao oriente do jardim do Éden querubins armados de uma espada flamejante, para guardar o caminho da árvore da vida.

Outro exemplo:

Ex 20 - A constituição do povo de Deus (os dez mandamentos):

1 Então Deus pronunciou todas estas palavras: 2 “Eu sou o Senhor teu Deus (Javé)  , que te fez sair do Egito, da casa da servidão. 3 Não terás outros deuses diante de minha face. 4 Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra. 5 Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto. Eu sou o Senhor,  (Javé) teu Deus, um Deus zeloso que vingo a iniqüidade dos pais nos filhos, nos netos e nos bisnetos daqueles que me odeiam, 6 mas uso de misericórdia até a milésima geração com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. 7 “Não pronunciarás o nome de Javé, teu Deus, em prova de falsidade, porque o Senhor não deixa impune aquele que pronuncia o seu nome em favor do erro. 8 Lembra-te de santificar o dia de sábado. 9 Trabalharás durante seis dias, e farás toda a tua obra. 10 Mas no sétimo dia, que é um repouso em honra do Senhor, teu Deus (Javé), não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu animal, nem o estrangeiro que está dentro de teus muros. 11 Porque em seis dias o Senhor (Javé) fez o céu, a terra, o mar e tudo o que contêm, e repousou no sétimo dia; e por isso. o Senhor (Javé) abençoou o dia de sábado e o consagrou. 12 Honra teu pai e tua mãe, para que teus dias se prolonguem sobre a terra que te dá o Senhor (Javé), teu Deus. 13 Não matarás. 14 Não cometerás adultério. 15 Não furtarás. 16 Não levantarás falso testemunho contra teu próximo. 17 Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem nada do que lhe pertence.” 18 Diante dos trovões, das chamas, da voz da trombeta e do monte que fumegava, o povo tremia e conservava-se à distância. 19 E disseram a Moisés: “Fala-nos tu mesmo, e te ouviremos; mas não nos fale Deus (Javé), para que não morramos.” 20 Moisés respondeu-lhes: “Não temais, porque é para vos provar que Deus veio e para que o seu temor, sempre presente aos vossos olhos, vos preserve de pecar”. 21 E o povo conservou-se à distância, enquanto Moisés se aproximava da nuvem onde se encontrava Deus. 22 O Senhor (Javé) disse a Moisés: “Eis o que dirás aos israelitas: vistes que vos falei dos céus. 23 Não fareis deuses de prata, nem deuses de ouro para pôr ao meu lado. 24 Tu me levantarás um altar de terra, sobre o qual oferecerás teus holocaustos e teus sacrifícios pacíficos, tuas ovelhas e teus bois. Em todo lugar onde eu fizer recordar o meu nome, virei a ti para te abençoar. 25 Se me levantares um altar de pedra, não o construirás de pedras talhadas, pois levantando o cinzel sobre a pedra, tê-la-ás profanado. 26 Não subirás ao meu altar por degraus, para que se não descubra a tua nudez.”



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 00h19
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As “tradições” literárias do Pentateuco: a “Javista”

Busquei uma melhor explicação neste blog...        Posted by comunidadecatolica em abril 23, 2008

“O Verbo” – n° 201 – Edição Histórica – Papa Bento XVI – 2ª quinzena de Abril 2005 

Quanto à formação do Pentateuco, vimos que muitos exegetas modernos – críticos de J. Wellhausen – já não falam mais de “Documentos”, mas de “Tradições”. Todavia, ao longo da história, mesmo depois de sua composição literária, essas tradições receberam numerosas modificações. Assim sendo, deve-se considerar alguns dos “escritores da Bíblia” mais como autores do que meros compiladores dessas tradições. Esses autores deixaram traços de caráter complexo das tradições pré-literárias em sua obra. Por isso, alguns estudiosos falam em “escolas”, mais do que “documentos” e “escritores”; outros, como Roland de Vaux, preferem chamá-las simplesmente de “tradições”, sem afirmar sua origem oral ou literária. Embora não haja consenso entre os estudiosos sobre os “documentos” (a hipótese de Wellhausen é cada vez mais questionada) ou as “tradições” que deram origem ao Pentateuco, faz-se mister um aprofundamento de suas características, uma vez que a terminologia empregada por Wellhausen ainda vigora.  

  Em tempo:

No trabalho de interpretação que fazem, os exegetas católicos não devem nunca esquecer que o que eles interpretam é a Palavra de Deus. A tarefa comum que têm não está terminada após terem distinguido as fontes, definido as formas ou explicado os procedimentos literários. A finalidade do trabalho deles só é atingida quando tiverem esclarecido o sentido do texto bíblico como palavra atual de Deus. A esse efeito devem levar em consideração as diversas perspectivas hermenêuticas que ajudam a perceber a atualidade da mensagem bíblica e lhes permitem responder às necessidades dos leitores modernos das Escrituras. www.veritatis.com.br  Hermenêutica é um ramo da filosofia que se debate com a compreensão humana e a interpretação de textos escritos.

 Assim, o Pentateuco seria a compilação de quatro “tradições” ou “documentos” – a tradição “Javista” (J), a “Eloísta” (E), a “Deuteronomista” (D) e a “Sacerdotal” (P) – diferentes quanto à idade e ao ambiente de origem, mas todas elas muito posteriores a Moisés.

A mais antiga seria a “tradição Javista” (J) – segundo Wellhausen-Graf, “Documento Javista” – assim denominada por designar a Deus, desde o relato da criação, com o nome “Javé”. Sabemos que, após a morte de Salomão, filho de Davi, a “Terra Santa” foi dividida em dois reinos distintos e rivais entre si: Israel e Judá. O “Javista” teria sido redigido em Judá, no reino do Sul, por volta do século IX. Entretanto, críticos modernos estão inclinados a datá-la no reinado de Salomão ou mesmo de Davi, portanto, antes do cisma Norte-Sul. 

Segundo os estudiosos, a tradição Javista contém a história do Paraíso e do pecado original; o relato sobre os “filhos de Deus e as filhas dos homens”; o dilúvio, Noé e a vinha; parte da lista das nações; a torre de Babel; a vocação de Abraão e sua viagem a Hebron; a promessa da terra e de uma numerosa posteridade; Agar e Ismael; os hóspedes de Abraão; a destruição de Sodoma e Gomorra; Ló e suas filhas; o nascimento de Isaac; a corte de Rebeca; a história de Isaac; Esaú e Jacó; o nascimento dos filhos de Jacó; Jacó e Labão; Jacó em Siquém;

a genealogia edomita; José e seus irmãos; José no Egito; a bênção de Jacó; a opressão de Israel no Egito; o nascimento e a vocação de Moisés; provavelmente, sete das dez pragas; a passagem pelo mar; a viagem do mar ao Sinai; as codornizes e o maná; uma breve notícia da teofania do Sinai (Teofania é um conceito de cunho teológico que significa a manifestação de Deus em algum lugar, coisa ou pessoa.); o bezerro de ouro; os mandamentos (Ex 34) 1 O Senhor disse a Moisés: “Talha duas tábuas de pedra semelhantes às primeiras: escreverei nelas as palavras que se encontravam nas primeiras tábuas que quebraste. 2 Estejas pronto pela manhã para subir ao monte Sinai. Apresentar-te-ás diante de mim no cume do monte. 3 Ninguém subirá contigo, e ninguém se mostre em parte alguma do monte: não haja nem mesmo ovelhas ou bois pastando em seus flancos.” 4 Moisés talhou, pois, duas tábuas de pedra semelhantes às primeiras e, no dia seguinte, pela manhã, subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia ordenado, segurando nas mãos as duas tábuas de pedra. 5 O Senhor desceu na nuvem e esteve perto dele, pronunciando o nome de Javé. 6 O Senhor passou diante dele, exclamando: “Javé, Javé, Deus compassivo e misericordioso, lento para a cólera, rico em bondade e em fidelidade, 7 que conserva sua graça até mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a rebeldia e o pecado, mas não tem por inocente o culpado, porque castiga o pecado dos pais nos filhos e nos filhos de seus filhos, até a terceira e a quarta geração”. 8 Moisés inclinou-se incontinente até a terra e prostrou-se, 9 dizendo: “Se tenho o vosso favor, Senhor, dignai-vos marchar no meio de nós: somos um povo de cabeça dura, mas perdoai nossas iniqüidades e nossos pecados, e aceitai-nos como propriedade vossa”. 10 O Senhor disse: “Vou fazer uma aliança contigo. Diante de todo o teu povo farei prodígios como nunca se viu em nenhum outro país, em nenhuma outra nação, a fim de que todo o povo que te cerca veja quão terríveis são as obras do Senhor, que faço por meio de ti. 11 Sê atento ao que te vou ordenar hoje. Vou expulsar diante de ti os amorreus, os cananeus, os hiteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. 12 Guarda-te de fazer algum pacto com os habitantes da terra em que vais entrar, para que sua presença no meio de vós não se vos torne um laço. 13 Derrubareis os seus altares, quebrareis suas estelas e cortareis suas asserás. 14 Não adorarás nenhum outro deus, porque o Senhor, que se chama o zeloso, é um Deus zeloso. 15 Guarda-te de fazer algum pacto com os habitantes do país, pois, quando se prostituírem a seus deuses e lhes oferecerem sacrifícios, poderiam convidar-te e tu comerias de seus banquetes sagrados; 16 poderia acontecer também que tomasses entre suas filhas esposas para teus filhos, e essas mulheres que se prostituem a seus deuses, poderiam arrastar a isso também os teus filhos. 17 Não farás deuses de metal fundido. 18 Guardarás a festa dos Ázimos: como te prescrevi, no tempo fixado do mês das espigas (porque foi nesse mês que saíste do Egito) só comerás, durante sete dias, pães sem fermento. 19 Todo primogênito me pertence, assim como todo macho primogênito de teus rebanhos, tanto do gado maior como do menor. 20 Resgatarás com um cordeiro o primogênito do jumento; do contrário, quebrar-lhe-ás a nuca. Resgatarás sempre o primogênito de teus filhos; e não te apresentarás diante de minha face com as mãos vazias. 21 Trabalharás durante seis dias, mas descansarás no sétimo, mesmo quando for tempo de arar e de ceifar. 22 Celebrarás a festa das semanas, no tempo das primícias da ceifa do trigo, e a festa da colheita, no fim do ano. 23 Três vezes por ano, todos vossos varões se apresentarão diante do Senhor Javé, Deus de Israel. 24 Porque expulsarei as nações diante de ti, e alargarei tuas fronteiras, e ninguém cobiçará tua terra, enquanto subires três vezes por ano para te apresentares diante do Senhor teu Deus. 25 Quando sacrificares uma vítima, não oferecerás o seu sangue com pão fermentado. O animal sacrificado para a festa de Páscoa não será conservado até o dia seguinte. 26 Trarás à casa do Senhor teu Deus as primícias dos frutos de teu solo. “Não farás cozer um cabrito no leite de sua mãe.” 27 O Senhor disse a Moisés: “Escreve estas palavras, pois são elas a base da aliança que faço contigo e com Israel”. 28 Moisés ficou junto do Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água. E o Senhor escreveu nas tábuas o texto da aliança, as dez palavras. 29 Moisés desceu do monte Sinai, tendo nas mãos as duas tábuas da lei. Descendo do monte, Moisés não sabia que a pele de seu rosto se tornara brilhante, durante a sua conversa com o Senhor. 30 E, tendo-o visto Aarão e todos os israelitas, notaram que a pele de seu rosto se tornara brilhante e não ousaram aproximar-se dele. 31 Mas ele os chamou, e Aarão com todos os chefes da assembléia voltaram para junto dele, e ele se entreteve com eles. 32 Aproximaram-se, em seguida, todos os israelitas, a quem ele transmitiu as ordens que tinha recebido do Senhor no monte Sinai. 33 Tendo Moisés acabado de falar, pôs um véu no seu rosto. 34 Mas, entrando Moisés diante do Senhor para falar com ele, tirava o véu até sair. E, saindo, transmitia aos israelitas as ordens recebidas. 35 Estes viam irradiar a pele de seu rosto; em seguida Moisés recolocava o véu no seu rosto até a próxima entrevista com o Senhor. ;

a partida do Sinai; o envio dos exploradores à terra de Canaã; a rebelião de Datã e Abiram; a viagem de Cades a Moab; os oráculos de Balaão; a adoração de Baal Peor; a luta entre as tribos orientais e ocidentais; a morte de Moisés. A “tradição Javista” foi chamada “a épica nacional israelita e é a expressão da consciência nacional de Israel que se originou das vitórias de Davi e da prosperidade que seu reino iniciou” (J. L. McKenzie). O Javista é considerado um dos maiores narradores do Antigo Testamento. Tanto que suas histórias figuram entre as mais conhecidas e apreciadas de toda a Bíblia. Padre Lucas



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 01h24
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A ORIGEM DO PENTATEUCO: continuação...

- narrações em duplicata:  "A vocação de Moisés"

Êx 3,1 - 4 -

1 Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Um dia em que conduzira o rebanho para além do deserto, chegou até a montanha de Deus, Horeb.

2 O anjo do Senhor apareceu-lhe numa chama (que saía) do meio a uma sarça. Moisés olhava: a sarça ardia, mas não se consumia.

3 “Vou me aproximar, disse ele consigo, para contemplar esse extraordinário espetáculo, e saber porque a sarça não se consome.”

4 Vendo o Senhor que ele se aproximou para ver, chamou-o do meio da sarça: “Moisés, Moisés!” “Eis-me aqui!” respondeu ele.

e Êx 6,2 - 8 -

2 Deus disse a Moisés: “Eu sou o Senhor.

 3 Apareci a Abraão, a Isaac e a Jacó como o Deus todo-poderoso, mas não me dei a conhecer a eles pelo meu nome de Javé.

4 Eu me comprometi com eles a lhes dar a terra de Canaã, a terra onde levaram uma vida errante e habitaram como estrangeiros.

5 Ouvi o clamor dos israelitas oprimidos pêlos egípcios, e lembrei-me de minha aliança.

6 Por isso, dize aos israelitas: eu sou o Senhor; vou libertar-vos do jugo dos egípcios e livrar-vos de sua servidão. Estenderei o braço para essa libertação e manifestarei uma terrível justiça.

7 Tomar-vos-ei para meu povo e serei o vosso Deus, e sabereis que eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos terei libertado do jugo dos egípcios.

8 Introduzir-vos-ei na terra que jurei dar a Abraão, a Isaac e a Jacó: e vos darei a possessão dessa terra, eu, o Senhor”.

 

Ainda falando da origem do Pentateuco e de que através de um estudo mais minucioso, há argumentos possíveis mostrando que Moisés  talvez não tenha  sido o único autor do mesmo.  Mais um argumento:

 

- há cortes e enxertos :

(Gn 4,25s  ocorre o início da genealogia de Adão, que recomeça e continua em 5,1);

- Gn 4,25s  -

25 Adão conheceu outra vez sua mulher, e esta deu à luz um filho, ao qual pôs o nome de Set, dizendo: “Deus deu-me uma posteridade para substituir Abel, que Caim matou.”

 26 Set teve também um filho, que chamou Enos. E o nome do Senhor começou a ser invocado a partir de então.

 

 

- Gn 5,1 -

1 Este é o livro da história da família de Adão. Quando Deus criou o homem, ele o fez à imagem de Deus.

 

 

Estes dados são suficientes para justificar as dúvidas dos críticos sobre a origem do Pentateuco (que é chamado também de Torá) e sugerir que os livros foram escritos por “coleções” de escritores em períodos diferentes:

 

“J”  =  JAVISTA

- predomina o nome “Javé”

– estilo simbolista, dramático e  vivo

– mostra Deus perto do homem.

- teve origem no reinado de Salomão

(972 – 932)

“D”  =  DEUTERONOMISTA

- origem nos santuários do reino cismático da

Samaria

- após a queda (722 aC)

deve ter sido levado para o reino de Judá

 

- redação final é do século V aC

 

“E”  = ELOISTA

- predomina o nome “Elohim”  (=Deus)

- redigido entre 850 e 750 aC

(reino da Samaria)

“P”   =  SACERDOTAL

- origem  durante o exílio da Babilônia

(587 – 537 aC)

- contém as tradições de Israel

para animar o povo no exílio

 



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 00h03
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A ORIGEM DO PENTATEUCO: continuação...

- narrações em duplicata: "Aliança com Abraão"

Gn 17,1 - 27 -

1 Abrão tinha noventa e nove anos. O Senhor apareceu-lhe e disse-lhe: “Eu sou o Deus Todo-poderoso. Anda em minha presença e sê íntegro; 

2 quero fazer aliança contigo e multiplicarei ao infinito a tua descendência.”

 3 Abrão prostrou-se com o rosto por terra. Deus disse-lhe:

 4 “Este é o pacto que faço contigo: serás o pai de uma multidão de povos.

5 De agora em diante não te chamarás mais Abrão, e sim Abraão, porque farei de ti o pai de uma multidão de povos.

6 Tornar-te-ei extremamente fecundo, farei nascer de ti nações e terás reis por descendentes.

 7 Faço aliança contigo e com tua posteridade, uma aliança eterna, de geração em geração, para que eu seja o teu Deus e o Deus de tua posteridade.

8 Darei a ti e a teus descendentes depois de ti a terra em que moras como peregrino, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o teu Deus.”

9 Deus disse ainda a Abraão: “Tu, porém, guardarás a minha aliança, tu e tua posteridade nas gerações futuras.

10 Eis o pacto que faço entre mim e vós, e teus descendentes, e que tereis de guardar: Todo homem, entre vós, será circuncidado.

11 Cortareis a carne de vosso prepúcio, e isso será o sinal da aliança entre mim e vós.

12 Todo homem, no oitavo dia do seu nascimento, será circuncidado entre vós nas gerações futuras, tanto o que nascer em casa, como o que comprardes a preço de dinheiro de um estrangeiro qualquer, e que não for de tua raça.

13 Circuncidar-se-á tanto o homem nascido na casa como aquele que for comprado a preço de dinheiro. Assim será marcado em vossa carne o sinal de minha aliança perpétua.

14 O varão incircunciso, do qual não se tenha cortado a carne do prepúcio, será exterminado de seu povo por ter violado minha aliança.”

15 Disse Deus a Abraão: “Não chamarás mais tua mulher Sarai, e sim Sara.

16 Eu a abençoarei, e dela te darei um filho. Eu a abençoarei, e ela será a mãe de nações e dela sairão reis.”

17 Abraão prostrou-se com o rosto por terra, e começou a rir, dizendo consigo mesmo: “Poderia nascer um filho a um homem de cem anos? Seria possível a Sara conceber ainda na idade de noventa anos?”

18 E disse a Deus: “Oxalá que Ismael viva diante de vossa face!”

19 Mas Deus respondeu-lhe: “Não, é Sara, tua mulher que dará à luz um filho, ao qual chamarás Isaac. Farei aliança com ele, uma aliança que será perpétua para sua posteridade depois dele.

20 Eu te ouvirei também acerca de Ismael. Eu o abençoarei, torná-lo-ei fecundo e multiplicarei extraordinariamente sua descendência: ele será o pai de doze príncipes, e farei sair dele uma grande nação.

 21 Mas minha aliança eu a farei com Isaac, que Sara te dará à luz dentro de um ano, nesta mesma época.”

22 Tendo acabado de falar com ele, retirou-se Deus de Abraão.

23 Abraão tomou então Ismael, seu filho, assim como todos os homens nascidos em sua casa e todos aqueles que tinha comprado a preço de dinheiro, tudo o que havia de varões em sua casa, e circuncidou-se no mesmo dia, como Deus lhe havia ordenado.

24 Abraão tinha noventa e nove anos quando foi circuncidado.

25 Ismael, seu filho, tinha treze anos quando o foi igualmente.

26 Abraão e Ismael, seu filho, foram circuncidados no mesmo dia;

 27 e todos os homens de sua casa, nascidos em sua casa ou comprados a preço de dinheiro a estrangeiros, foram circuncidados ao mesmo tempo.

 

OBS : A circuncisão é uma operação cirúrgica que consiste na remoção do prepúcio, prega cutânea que recobre a glande do pênis.



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 02h57
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A ORIGEM DO PENTATEUCO: continuação...

- narrações em duplicata: "Aliança com Abraão"

  Gn 15,1 - 21 -

 

1 Depois desses acontecimentos, a palavra do Senhor foi dirigida a Abrão, numa visão, nestes termos: “Nada temas, Abrão! Eu sou o teu protetor; tua recompensa será muito grande.”

 2 Abrão respondeu: “Senhor Javé, que me dareis vós? Eu irei sem filhos, e o herdeiro de minha casa é Eliezer de Damasco.”

 3 E ajuntou: “Vós não me destes posteridade, e é um escravo nascido em minha casa que será o meu herdeiro.”

 4 Então a palavra do Senhor foi-lhe dirigida nestes termos: “Não é ele que será o teu herdeiro, mas aquele que vai sair de tuas entranhas.”

5 E, conduzindo-o fora, disse-lhe: “Levanta os olhos para os céus e conta as estrelas, se és capaz... Pois bem, ajuntou ele, assim será a tua descendência.”

6 Abrão confiou no Senhor, e o Senhor lho imputou para justiça.

7 E disse-lhe: “Eu sou o Senhor que te fiz sair de Ur da Caldéia para dar-te esta terra.”

8 “O Senhor Javé, como poderei saber se a hei de possuir?”

9 “Toma uma novilha de três anos, respondeu-lhe o Senhor, uma cabra de três anos, um cordeiro de três anos, uma rola e um pombinho.”

10 Abrão tomou todos esses animais, e dividiu-os pelo meio, colocando suas metades uma defronte da outra; mas não cortou as aves.

11 Vieram as aves de rapina e atiraram-se sobre os cadáveres, mas Abrão as expulsou.

 12 E eis que, ao pôr-do-sol, veio um profundo sono a Abrão, ao mesmo tempo que o assaltou um grande pavor, uma espessa escuridão.

13 O Senhor disse-lhe: “Sabe que teus descendentes habitarão como peregrinos uma terra que não é sua, e que nessa terra eles serão escravizados e oprimidos durante quatrocentos anos.

14 Mas eu julgarei também o povo ao qual estiverem sujeitos, e sairão em seguida dessa terra com grandes riquezas.

15 Quanto a ti, irás em paz juntar-se aos teus pais, e serás sepultado numa ditosa velhice.

16 Somente à quarta geração os teus descendentes voltarão para aqui, porque a iniqüidade dos amorreus não chegou ainda ao seu cúmulo.”

17 Quando o sol se pôs, formou-se uma densa escuridão, e eis que um braseiro fumegante e uma tocha ardente passaram pelo meio das carnes divididas.

 18 Naquele dia, o Senhor fez aliança com Abrão: “Eu dou, disse ele, esta terra aos teus descendentes, desde a torrente do Egito até o grande rio Eufrates:

19 a terra dos cineus, dos ceneseus, dos cadmoneus,

20 dos heteus, dos ferezeus,

21 dos amorreus, dos cananeus, dos gergeseus e dos jebuseus.”

 

 



Escrito por Regina Helena Moreno Ribeiro às 00h02
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